Pai oferece recompensa de R$ 30 mil por filho sumido

08 de julho de 2008 • 17h12 • atualizado às 17h24
O menino desapareceu há 19 dias, em São Carlos, no interior de São Paulo
O menino desapareceu há 19 dias, em São Carlos, no interior de São Paulo
08 de julho de 2008
Arquivo Pessoal/Divulgação

Cláudio Dias
Direto de Araraquara

São Paulo


A família do menino Lucas Pereira, 3 anos, que desapareceu há 19 dias da casa da avó, em São Carlos, interior de São Paulo, resolveu propor uma recompensa de R$ 30 mil em troca de qualquer informação que leve a polícia a encontrar o garoto carioca. A primeira noticia era de que o menino havia se perdido em uma mata, mas, depois de procurar por quatro dias, a polícia mudou o foco e acredita que Lucas tenha sido seqüestrado.

» Força-tarefa procura menino

Lucas sumiu ao sair pelo portão deixado aberto pelo irmão mais velho de 8 anos que seguia até a casa vizinha de um primo. A avó, que fazia a comida e limpava os cômodos, nada ouviu. Na ocasião, uma força tarefa com a participação de parentes, policiais, bombeiros e até atiradores do Tiro de Guerra, do Exército, procuraram Lucas em uma mata próxima à casa da família no Jardim Beatriz, em São Carlos. Nenhuma pista foi encontrada.

"Só quero entregar esse dinheiro e mobilizar toda a população para que encontrem o meu filho. Se a pessoa que estiver com ele vier até mim eu nem aviso a polícia porque nem vou considerar o caso como um rapto ou um seqüestro e sim como um erro de alguém desesperado", diz o pai de Lucas, o engenheiro da Petrobras, Antonio Carlos Ratto, 57 anos. "Dependendo eu até darei um abraço na pessoa que devolver meu filho."

Para auxiliar nas buscas a família distribuiu fotos de Lucas nos ônibus de São Carlos, 3,8 mil panfletos foram espalhados pela cidade e mais 3 mil, esses com o anúncio dos R$ 30 mil, ainda serão distribuídos. Um carro de som percorre a cidade avisando da recompensa, além da série de entrevistas que foram dadas pelo pai. "Eu não sei porque fizeram isso. Eu não sou rico, sou um assalariado. Eu trabalho de macacão na beira na plataforma, mas não sou rico", insiste o pai.

Ratto acredita que o filho ainda esteja em São Carlos e pensando nisso permanece o tempo todo ao lado do telefone. "Ainda não recebemos nenhuma informação concreta, nada mesmo." Ele adiantou que a polícia investiga algumas pessoas no município, mas, por enquanto, nada foi descoberto. "Eu vou ter muito prazer em entregar esses R$ 30 mil, que, talvez, seja até mais dinheiro do que a pessoa pensou em me extorquir", frisa o engenheiro.

O irmão paterno de Lucas, o estudante Marcelo Lopes, 27 anos, também deixou o Rio de Janeiro para ajudar o pai nas buscas. "Estou aqui dando uma força ao meu pai, mas, até agora, nenhuma informação foi passada. A polícia não acredita muito em seqüestro e a pior noticia, que seria a morte dele na mata, já foi descartada", disse o irmão pedindo que qualquer noticia seja dada à polícia de São Carlos, que acompanha o caso.

Redação Terra
 
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