Laryssa Borges
Direto de Brasília
Bolívia
» Cacciola recorre à ONU
» Extradição é mantida em sigilo
» Cacciola: governo quer reaver R$ 1,5 bi
» Cacciola deve chegar ao País em 15 dias
De acordo com a defesa do ex-banqueiro, o pedido de extradição tem "motivação política" e viola o preceito da isonomia.
Mais cedo, a defesa do ex-banqueiro recorreu ao Comitê das Nações Unidas contra a Tortura para impedir sua extradição de Mônaco. Caso a instância da ONU rejeite os argumentos do ex-banqueiro, a defesa afirma que apresentaria uma possível apelação perante a Suprema Corte do principado, última instância de recurso interno. No dia 4, o príncipe Albert II autorizou a entrega de Cacciola ao Brasil, onde foi processado e condenado a 13 anos de prisão por fraude financeira e desvio de dinheiro público.
Acusado de ter causado, em 1999, perdas equivalentes a US$ 1,2 bilhão, Cacciola estava foragido desde 2000, quando deixou o Brasil e se refugiou em Milão (Itália), onde nasceu em 1944. Acabou sendo detido em 15 de setembro de 2007 em um hotel em Mônaco e está preso desde então.
As autoridades brasileiras reivindicam a extradição do ex-banqueiro desde outubro de 2007. Cacciola era dono dos bancos Marka e Fonte Cindam, que em 1999 receberam empréstimos irregulares de R$ 1,6 bilhão do Banco Central.
Com informações da agência EFE
Redação Terra