Rádio: ação da PM na morte de menino foi insana, diz comandante

08 de julho de 2008 • 13h28 • atualizado às 13h28

O comandante geral da Polícia Militar (PM), Gilson Pitta, em entrevista à Rádio CBN, classificou como uma "ação insana" a conduta dos policiais que teriam baleado o menino de 3 anos, João Roberto, durante perseguição a suspeitos de terem roubado um carro na Tijuca, no Rio de Janeiro, no último domingo.

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"É lastimável esse tipo de ação insana desses policiais, que já estão presos, e serão submetidos ao rigor da lei, mas que infelizmente ceifaram uma vida", disse o comandante.

O comandante lembrou que no período de 2000 a 2007 cerca de 1.280 policiais militares foram expulsos da corporação.

"Esse número demonstra o quanto a polícia é severa com os maus profissionais. O comando da PM tem tomado como medida a responsabilidade de apurar. Todos os policiais que se envolveram em desvio de conduta estão submetidos a conselho disciplinar, e uma vez comprovado, serão excluídos", comentou Pitta.

O comandante lembrou ainda que a morte do menino aconteceu em uma seqüência de ações negativas da PM, e pediu à população que não transfira esse ato à instituição. Segundo ele, os últimos acontecimentos estão sendo usados como estudo de caso para questionar e rever a formação dos policiais e identificar as falhas para que não sejam repetidas.

Nesta terça-feira, o governador Sérgio Cabral inaugura o Telecentro da Secretaria de Segurança. Na ocasião, serão firmados convênios com a União, para a implantação da Universidade da Polícia, projeto que pretende melhorar a formação dos policiais no Estado.

JB Online
 
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