Pai de menino baleado: metralharam a minha família

07 de julho de 2008 • 10h13 • atualizado às 16h33
Paulo Roberto do Amaral (dir.), pai do menino João Roberto, chora em frente ao Hospital Copa D'or, no Rio de Janeiro
Paulo Roberto do Amaral (dir.), pai do menino João Roberto, chora em frente ao Hospital Copa D'or, no Rio de Janeiro
07 de julho de 2008
Fábio Motta/Agência Estado

O pai do menino João Roberto Amorim, 3 anos, baleado na cabeça na noite de ontem durante uma perseguição policial na rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro, afirmou que a versão da polícia para o ocorrido não é verdadeira. "O que a polícia está contando é mentira. Os policiais metralharam a minha família. Minha mulher ainda encostou o carro e mesmo assim eles atiraram", disse.

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Policiais do 6º Batalhão de Polícia Militar (Tijuca) contaram que perseguiam um carro ocupado por bandidos armados, que seguia em direção ao Morro do Cruz. Houve intenso tiroteio e os disparos acabaram atingindo o veículo em que estavam as vítimas. Uma mulher identificada apenas como Alessandra e o filho dela foram baleados.

Um bebê de nove meses escapou ileso. A mulher ferida contou que voltava de uma festa e, ao entrar na rua, viu a movimentação da Polícia Militar e encostou, mandando o filho se abaixar. Nesse momento, segundo ela, os policiais vieram na direção do veículo e abriram fogo.

Segundo a assessoria do Hospital Copa D'or, onde o menino deu entrada às 4h, o estado da vítima é grave. A bala atravessou o crânio do menino. João está internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) e passa por novos exames. Durante a madrugada, ele passou por uma tomografia, para uma avaliação mais abrangente do quadro.

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