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Atualizada às 15h14
Sete dos nove candidatos à prefeitura de Porto Alegre participaram de um debate realizado pela rádio Gaúcha e TV COM. A maioria dos participantes utilizou as perguntas e respostas para criticar o atual prefeito, José Fogaça, o qual pediu direito de resposta várias vezes durante os cinco blocos do programa.
Participaram do debate: José Fogaça (PMDB), Luciana Genro (Psol), Manuela D'Ávila (PCdoB), Maria do Rosário (PT), Nelson Marchesan Júnior (PSDB), Onyx Lorenzoni (DEM) e Paulo Rogowski (PHS).
No 1º e no 3º bloco, os candidatos podiam perguntar livremente, escolhendo quem responderia o questionamento. Os blocos 2 e 4 foram realizados com temas pré-estabelecidos.
O primeiro a perguntar foi o candidato tucano Nelson Marchezan Júnior que questionou o prefeito José Fogaça sobre ajuste fiscal. O prefeito agradeceu a pergunta e disse que fez um grande esforço fiscal para conseguir investimento de bancos internacionais, mantendo um superávit por três anos. Na tréplica, o prefeito reconheceu a "dedicação incansável do governo do Estado", encabeçado pelo PSDB, partido de Marchezan Jr., em relação à economia do Rio Grande do Sul.
A deputada Maria do Rosário foi a primeira a adotar um tom mais agressivo, questionando o deputado estadual Marchezan Júnior se ele concordava com os investimentos em saúde na prefeitura de Porto Alegre que, segundo ela, foram 24 vezes menores que as verbas destinadas à publicidade. Na resposta, o deputado usou seu tempo para propor sistemas para integrar o sistema de saúde através da informática.
Durante o debate, Maria do Rosário se intitulou como "representante do presidente Lula" em Porto Alegre e fez outras críticas ao atual prefeito ao falar principalmente sobre educação infantil, que ela afirmou ser sua prioridade, e sobre habitação.
Já o deputado federal Onyx Lorenzoni usou sua primeira pergunta para criticar o preço da passagem de ônibus em Porto Alegre. Ele falou que o preço da passagem está "tri" caro, ironizando o sistema de transporte integrado criado por Fogaça, cujo nome é TRI. A deputada Luciana Genro continuou os ataques, afirmando que o sistema foi criado apenas para satisfazer as empresas de transporte.
A deputada Luciana Genro também fez acusações contra a gestão de limpeza da prefeitura, falando de fraudes em licitações, o que gerou um pedido de resposta favorável ao atual prefeito. Maria do Rosário também seguiu o tom agressivo de Luciana nesse tema, mas acabou sendo criticada pela deputada do Psol, que relembrou escândalos do PT em nível nacional, como o caso do mensalão. Ao se defender, o prefeito disse que revogou a concorrência pública em seu governo e criticou as gestões anteriores do PT.
A deputada Manuela D'Ávila fez perguntas sobre projetos de desenvolvimento da cidade e falou muitas vezes sobre a atitude que o governante deve ter frente ao Executivo. Sua primeira pergunta foi sobre desenvolvimento para Porto Alegre receber jogos da Copa do Mundo. A deputada chegou a fazer, durante seus pronuciamentos, referências a projetos do governo Lula. Ao falar sobre saúde, ela também sustentou que a prevenção deve ser prioridade na saúde.
Ao se defender de acusações, o prefeito José Fogaça destacou as 5.012 casas populares construídas durante seu governo e disse que a média do número de construções foi o dobro da média nos 16 anos de governo do PT em Porto Alegre. Maria do Rosário rebateu, dizendo que o investimento de tais projetos vem do governo federal.
Questionada sobre o tema educação, a deputada Luciana Genro voltou a atacar o prefeito dizendo que ele apenas fez creches "de última hora" para fazer propaganda o que, para Luciana, é onde o governo municipal mais gasta. A deputada do Psol disse que cortaria cargos de confiança para dobrar os investimentos em educação.
O início do terceiro bloco foi marcado pela pergunta do deputado Onyx Lorenzoni a José Fogaça sobre as trocas de partido do prefeito. Fogaça foi do PMDB para o PPS e voltou ao PMDB após se eleger. O prefeito disse que o PPS é um partido respeitável e sua decisão de voltar ao PMDB foi "de foro íntimo e convicção pessoal". Ele afirmou também que Onyx tenta confundir a opinião pública.
O deputado do DEM sustentou que o prefeito tem de ser uma pessoa presente "de corpo e alma" na administração. Fogaça rebateu as acusações com elogios ao deputado federal, dizendo: "nem por isso vou deixar de respeitar você".
Redação Terra
Sete candidatos à prefeitura de Porto Alegre participaram do primeiro debate
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