Onze candidatos concorrem à prefeitura do Rio

06 de julho de 2008 • 05h22 • atualizado às 08h22

O Rio é a partir de hoje palco de uma das mais disputadas campanhas para a prefeitura das últimas décadas. Onze candidatos concorrem à sucessão do prefeito Cesar Maia, que assumiu seu primeiro mandato há mais de 15 anos. Foi dada a largada para a escolha de quem comandará o Palácio da Cidade a partir de 1º de janeiro.

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O senador Marcelo Crivella (PRB) tem mais uma vez o desafio de ampliar seu apoio além do eleitorado evangélico e vai intensificar campanha de rua por toda a cidade para isso. Com o lema "Vamos arrumar o Rio", concentrará suas críticas à má qualidade dos serviços públicos.

A ex-deputada Jandira Feghali (PCdoB) vai ressaltar como nunca sua atuação como médica. A saúde será o seu tema principal. "Eu vou fazer uma campanha muito mais afirmativa das nossas propostas, das nossas potencialidades, do que ficar atacando as outras candidaturas", disse a candidata, que não pretende comprar briga com o prefeito Cesar Maia.

O peemedebista Eduado Paes, ex-secretário estadual de Turismo, Esporte e Lazer, também acredita que ataques pessoais não dão vitória e aposta em campanha propositiva. "Vou deixar muito clara a experiência que acumulei no Rio", declarou Paes.

O deputado Fernando Gabeira (PV) promete não descansar durante esta campanha. Ele acredita que, para vencer, tem não só que percorrer as ruas da cidade, mas também buscar os públicos específicos e já monta agenda com palestras noturnas. "O que é necessário é avançar na Zona Oeste. Para isso, conto com a colaboração do meu vice, o deputado Luiz Paulo", reconheceu Gabeira.

Apesar de aderir à campanha tradicional, o deputado federal e professor de História Chico Alencar (PSOL) quer inovar. Em cada ato, pedirá a opinião das pessoas sobre os problemas. "Se for eleito, vou estimular o ativismo cidadão, com intensa participação popular", diz Chico.

Candidata apoiada pelo prefeito Cesar Maia, a deputada Solange Amaral (DEM) não abre mão de ter seu principal cabo eleitoral em alguns atos e na propaganda eleitoral. Ela reconhece, entretanto, que terá que responder às críticas a uma administração que, ao todo, foi de quase 12 anos. "Os candidatos aliados do governo estadual e federal também terão que dar explicações. Há ônus e bônus", avaliou Solange.

Já o deputado estadual Alessandro Molon (PT) admite que seu desafio será tornar-se mais conhecido, já que esta é a primeira vez que concorre em eleição majoritária. Além de percorrer todas as partes da cidade, pretende usar a marca de seu partido para se firmar.

Projetos já adotados em outras prefeituras petistas vão estar na ponta da língua como soluções para os problemas cariocas. "Terei um excelente tempo de TV. Até o início do horário eleitoral, meu desafio será me tornar mais conhecido através do contato pessoal", afirmou o petista.

O deputado pedetista Paulo Ramos fará de sua trajetória sua principal bandeira na campanha. "Tenho vivência dos problemas dessa cidade. Não sou produto de máquina", diz o deputado.

Filipe Pereira (PSC) é outro que pretende ouvir eleitores durante a campanha, através de formulários. "Na rua não adianta fazer promessas", diz. Os candidatos Vinicius Cordeiro (PTdoB) e Eduardo Serra (PCB) não foram localizados.

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