MP: militares não devem responder por mesmo crime

04 de julho de 2008 • 18h33 • atualizado às 18h33

Daniel Gonçalves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


A procuradora do Ministério Público Federal Patrícia Nuñes afirmou que nem todos os 11 militares acusados de entregar três jovens moradores do morro da Providência a traficantes do morro da Mineira devem responder pelo mesmo crime. As vítimas foram torturadas e assassinadas. Segundo a procuradora, durante os depoimentos ficou constatado que houve diferentes participações no crime. Os 11 foram denunciados pelo MP por homicidio triplamente qualificado.

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"Nós analisaremos o nível de participação de cada um. O que fica claro é que houve uma hierarquia diferenciada entre os acusados. Queremos buscar uma punição, mas uma punição adequada a cada um", disse a promotora. Ainda de acordo com a procuradora, ao término dos depoimentos, o juiz da 7ª Vara Federal Criminal Marcello Granado irá decidir quais dos acusados serão pronunciados e encaminhados a júri popular.

Cinco dos 11 militares já prestaram depoimento à Justiça Federal. Eles são acusados de participar da morte de três moradores da Providência. Os soldados faziam o patrulhamento das obras do projeto Cimento Social, que ocorrem desde dezembro do ano passado na comunidade.

Redação Terra
 
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