Vôo Gol 1907

Vôo Gol 1907

Sexta, 4 de julho de 2008, 15h52 Atualizada às 18h03

Juiz decide que EUA não julgarão ações do Vôo 1907

O juiz Brian Cogan considerou em sentença proferida na última quarta-feira, mas divulgada hoje pela Associação dos Pais e Amigos da Vítimas do Vôo 1907, que as ações da famílias das vítimas do Vôo 1907 da Gol, ocorrido em 29 de setembro de 2006, contra a empresa ExcelAire, proprietária do jato Legacy que se chocou contra o Boeing 737, e mais três empresas, não devem continuar nos Estados Unidos.

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Neusa Machado, representante da Associação dos Pais e Amigos das Vítimas do Vôo 1907, afirma que as famílias haviam chegado à conclusão de que teriam que ingressar em uma Corte americana para "poder fazer justiça".

Segundo a associação, o juiz afirmou que decidiu pela sentença porque os réus não poderiam processar alguns dos possíveis responsáveis pelo acidente nos Estados Unidos (Gol, União Federal e Embraer). Além disso, para o juiz, o interesse do Brasil no julgamento do caso seria maior que o americano e os problemas dos tribunais brasileiros (demora e, impossibilidade de reunião dos processos) não seriam suficientes para o caso ser retirado das Cortes brasileiras.

De acordo com os familiares, o juiz estabeleceu ainda condições para que o processo não volte para os Estados Unidos, entre elas que os réus forneçam às Cortes brasileiras quaisquer documentos que estejam em seu poder e que todas as testemunhas que residem nos Estados Unidos compareçam ao Brasil para prestar depoimentos. Os pilotos estão excluídos desta condição, pois poderão ser ouvidos em território americano.

"As famílias depositaram toda a esperança no juiz Cogan para que a justiça fosse cumprida e ele toma essa decisão e ele ainda exclui os pilotos de comparecer ao Brasil para prestar esclarecimentos da tragédia que eles causaram", disse Neusa, que perdeu seu marido, Valdomiro Henrique Machado, 61 anos, no acidente.

O vôo 1907 da Gol caiu sobre uma área de floresta no Estado de Mato Grosso em 29 de setembro de 2006, depois de colidir no ar com o Legacy da ExcelAire. O Boeing 737 ia de Manaus a Brasília. Todas as 154 pessoas a bordo morreram no acidente, que desencadeou uma crise no setor aéreo brasileiro.

O Legacy, pilotado pelos americanos Joseph Lepore e Jan Paladino, conseguiu pousar com apenas alguns danos na asa da aeronave.

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