Brasil

Brasil

Quinta, 3 de julho de 2008, 20h20 Atualizada às 21h11

Correios entram na Justiça contra greve de funcionários

O presidente dos Correios, Carlos Henrique Custódio, foi ao Tribunal Superior do Trabalho para protocolar o pedido de declaração de abusividade do movimento grevista dos empregados da empresa. A paralisação começou na terça-feira.

» Correios: adesão à greve é de 40%
» Grevistas terão ponto cortado
» Opine sobre a greve
» vc repórter: mande fotos e notícias

Segundo Custódio, a greve deflagrada fora do período da data-base, que será em agosto, é um desrespeito à população. "Fizemos tudo o que foi possível para atender a reivindicação da categoria." De acordo com o Jornal Nacional, cerca de 28 milhões de correspondências já deixaram de ser entregues.

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) informou que os Correios pediram que seja determinado, por meio de liminar, um percentual mínimo de 70% dos trabalhadores em cada uma das unidades operacionais. O ministro Rider Nogueira de Brito, presidente do TST, marcou audiência de conciliação e instrução para a próxima segunda-feira.

Caso não se obtenha uma solução por consenso, ou as partes rejeitem eventual proposta formulada pelo Tribunal, o processo será encaminhado a um relator sorteado, a quem caberá examiná-lo e levá-lo a julgamento pela Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC), segundo informou o TST.

Os trabalhadores reivindicam o cumprimento de um termo de compromisso assinado em novembro de 2007 pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, e pelo presidente dos Correios. Além disso, querem a implementação de um Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) que favoreça a classe e o aumento do percentual da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

De acordo com a ECT, o acordo feito com os funcionários já foi cumprido e a empresa já iniciou o pagamento de R$ 260 mensais. Os Correios afirmam que o pagamento foi adaptado para não entrar em conflito com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), já que os trabalhadores desejavam receber adicional de 30% do salário por periculosidade.

Segundo a empresa, os carteiros, pela lei, não podem receber esse tipo de adicional. Como o salário inicial da categoria é de R$ 603, o pagamento de mais R$ 206 mensais representaria mais do que 30% em alguns casos, mas teria um valor inferior a essa parcela para os funcionários que estão há mais tempo na empresa.

  • Imprima esta notícia
  • Envie esta notícia por e-mail

Busca

Busque outras notícias no Terra: