Cidades

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Quinta, 3 de julho de 2008, 03h57

Rio: obras na Providência podem ser paralisadas

As obras do projeto Cimento Social no morro da Providência, no Rio de Janeiro, podem ser paralisadas mais uma vez. Caso não se decida na Justiça de que forma os recursos serão repassados para que a empresa possa finalizar as 32 casas que ainda estão sendo reformadas, os trabalhos vão ser interrompidos amanhã. A informação é da Construtora Edil que, desde que o Tribunal Regional Eleitoral autorizou a conclusão das residências, continua oferecendo material e pagando os salários dos operários por conta própria.

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"A empresa estima que sejam necessários cerca de R$ 250 mil para concluir a primeira fase do projeto, ainda em andamento. Estamos lutando para não prejudicar a vida dos moradores. Mas não dá mais para trabalhar em esquema de mutirão", informou o administrador da obra, Vander Oliveira Dantas.

Vander explicou que o repasse da verba era feito após vistoria dos engenheiros do Exército que mediam a evolução da obra.

"Em média, recebíamos de R$ 80 mil a R$ 100 mil por semana", acrescentou Vander.

Contrapondo a justificava do TRE ao embargar a obra - de que o contrato entre os ministérios fora firmado este ano, o que é ilegal segundo a Justiça Eleitoral - a construtora ganhou a licitação em outubro do ano passado, e o contrato foi assinado no dia 5 de dezembro do mesmo ano.

"Temos esperança de que esse quadro se reverta. Não podemos demitir 150 operários", concluiu o administrador.

Ainda sobre a falta de verba, Vander disse que o dinheiro depositado no fundo de investimento, criado pela Secretaria Municipal de Ação Social para receber doações de empresários e ajudar na conclusão das obras, ainda não foi repassado.

A secretaria divulgou nota informando que, para liberar a quantia de R$ 100 mil já arrecadada, só depende de uma solicitação da associação de moradores.

Três comissões da Câmara Federal - Direitos Humanos, Segurança Pública e Defesa Nacional - marcaram uma audiência pública com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, às 10h de hoje, para ouvir explicações sobre a legalidade da ocupação do morro da Providência pelo Exército.

Desde o início do projeto, foram repassados cerca de R$ 3 milhões do Ministério das Cidades para o da Defesa. O Exército, que prometeu devolveu à pasta das Cidades os repasses que ainda não foram aplicados no Cimento Social, informou que "os estudos e a coordenação decorrentes e necessárias estão sendo realizados e não há, ainda, a confirmação da data e do saldo final a ser recolhido".

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