Tarso vai a seminário em SP para apoiar Marta

01 de julho de 2008 • 20h33 • atualizado às 21h15

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


O ministro da Justiça, Tarso Genro, participou nesta noite do seminário São Paulo Novos Caminhos onde discutiu, ao lado da candidata a prefeita de São Paulo pelo PT, Marta Suplicy, a questão da segurança urbana e ação social. Tarso afirmou que a sua presença é uma forma de apoio político à candidatura petista.

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"Claro que a minha presença é uma forma de apoio político. O que não me impede de dizer a verdade sobre as relações com a atual gestão paulistana, que são boas", disse o ministro.

Durante seu discurso, Marta criticou as gestões do governador José Serra (PSDB) e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), ao afirmar que a secretaria de Segurança Urbana, criada em sua gestão, entre 2001 e 2004, foi extinta. "Toda uma construção de quatro anos, com participação popular e resultados concretos, foi perdida. As bases comunitárias e as comissões civis foram desmontadas. E a guarda civil metropolitana foi inteiramente desarticulada", disse.

Marta afirmou que apesar de a segurança pública não ser uma questão municipal, a prefeitura pode ajudar com o implemento de ações sociais e programas públicos voltados para as classes mais necessitadas. Como proposta, ela sugeriu a recriação da Secretaria Municipal de Segurança Urbana, fortalecer o policiamento com bicicleta nas praças e locais de grande aglomeração de pessoas e a implantação de um observatório da segurança, com sistema eletrônico de mapeamento e monitoramento das áreas de maior incidência de práticas violentas e criminosas.

Por meio de sua assessoria de imprensa, a prefeitura disse que a administração da ex-prefeita foi foi "um desastre".

"Não existe insegurança maior do que morar numa cidade falida. Antes de criticar a atual administração que pôs a cidade em ordem, a prefeita deveria lembrar que foi prefeita, não caiu de pára-quedas na cidade hoje", disse.

Apoio sindical
A candidatura de Marta Suplicy recebeu hoje o apoio da Central Única dos Trabalhadores, o que deve fazer com que ela tenha o apoio de praticamente todos os sindicatos de São Paulo. Isso porque a Força Sindical, cujo presidente deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), também faz parte da chapa da candidatura petista.

Edilson de Paula Oliveira, presidente Estadual da CUT, afirmou que nem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nas duas últimas campanhas, conseguiu o apoio das principais centrais sindicais do Brasil. "O que acontece com a Marta agora é algo histórico. Já que praticamente todos os sindicatos são ligados a essas centrais".

A Central dos Trabalhadores do Brasil (CTD), ligada ao PCdoB, é outra que também apóia a candidatura.

Redação Terra
 
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