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No habeas, o iraniano contrariou o indeferimento de pedido semelhante formulado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Celso de Mello decidiu, também, oficiar ao ministro Félix Fischer, do STJ, solicitando informação sobre a data em que o habeas lá impetrado por Joorabchian deverá ser julgado.
A defesa de Kia Joorabchian lembrou que a MSI foi parceira do Corinthians, mas afirmou que não existem elementos que demonstrem a ligação entre os valores supostamente ocultados a partir da parceria MSI/Corinthians com os crimes apontados na denúncia, recebida pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.
No processo são também denunciados, pelos mesmos crimes, o empresário russo Boris Berezovski, o ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib, bem como Nesi Curi, Renato Duprat Filho, Alexandre Verri, Paulo Sérgio Scudiere Angioni e Nojan Bredroud.
Segundo a acusação do Ministério Público, Berezovsky teria se transformado "de obscuro e mal remunerado professor de matemática em político influente e poderoso multimilionário".
A defesa alegou que a denúncia, sem demonstrar qualquer ligação entre um fato e outro, passa a relatar o que o MP chama de "os primeiros passos de Kia no Brasil", procurando traçar um elo entre o empresário russo e seu cliente, "de maneira que chega a ser leviana", ao tratar o iraniano como "testa-de-ferro" de Berezovsky.
Assim, argumentando ausência de justa causa, o advogado pediu liminarmente a expedição de um contra-mandado de prisão, para que Kia Joorabchian não seja preso até o julgamento final deste habeas. E, no mérito, a defesa pede o trancamento da ação penal com relação ao empresário iraniano.
Redação Terra