MSI: ministro do STF nega trancar ação contra Kia

30 de junho de 2008 • 20h42 • atualizado às 21h26

O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu pedido de liminar em habeas-corpus em que o iraniano Kiavash Joorabchian, ex-presidente da MSI, ex-parceira do clube de futebol Corinthians paulista, pede trancamento de ação penal instaurada contra ele na 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Ele é acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Joorabchian pediu, também, a revogação de qualquer mandado de prisão que porventura tenha sido expedido contra ele.

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No habeas, o iraniano contrariou o indeferimento de pedido semelhante formulado no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Celso de Mello decidiu, também, oficiar ao ministro Félix Fischer, do STJ, solicitando informação sobre a data em que o habeas lá impetrado por Joorabchian deverá ser julgado.

A defesa de Kia Joorabchian lembrou que a MSI foi parceira do Corinthians, mas afirmou que não existem elementos que demonstrem a ligação entre os valores supostamente ocultados a partir da parceria MSI/Corinthians com os crimes apontados na denúncia, recebida pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo.

No processo são também denunciados, pelos mesmos crimes, o empresário russo Boris Berezovski, o ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib, bem como Nesi Curi, Renato Duprat Filho, Alexandre Verri, Paulo Sérgio Scudiere Angioni e Nojan Bredroud.

Segundo a acusação do Ministério Público, Berezovsky teria se transformado "de obscuro e mal remunerado professor de matemática em político influente e poderoso multimilionário".

A defesa alegou que a denúncia, sem demonstrar qualquer ligação entre um fato e outro, passa a relatar o que o MP chama de "os primeiros passos de Kia no Brasil", procurando traçar um elo entre o empresário russo e seu cliente, "de maneira que chega a ser leviana", ao tratar o iraniano como "testa-de-ferro" de Berezovsky.

Assim, argumentando ausência de justa causa, o advogado pediu liminarmente a expedição de um contra-mandado de prisão, para que Kia Joorabchian não seja preso até o julgamento final deste habeas. E, no mérito, a defesa pede o trancamento da ação penal com relação ao empresário iraniano.

Redação Terra
 
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