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Menino agredido: vizinha ouviu 'pára, chega, pára'

25 de junho de 2008 12h02

Uma vizinha da mãe e do padrasto do menino Pedro Henrique Marques Rodrigues, que morreu no dia 12 em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, após quebrar em dois lugares o punho direito, afirmou ter ouvido uma briga entre o casal pouco antes da morte do garoto. Segundo a testemunha, a mãe gritava: "pára, chega, pára".

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Em seguida, três pancadas teriam sido ouvidas. Depois, teria havido um silêncio até a chegada da ambulância.

A delegada Maria Beatriz de Campos, da equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, ressaltou a relevância do depoimento da vizinha.

"Eu não sou louca de dizer que esse grito foi motivado pela morte do garoto, mas é um depoimento importante", destacou a delegada. "A polícia procura provas e indícios e, algumas vezes, esses indícios nos levam até uma conclusão", frisou.

A delegada ouviu 15 testemunhas ligadas à rotina da mãe de Pedro, Kátia Marques, e do marido dela, o representante comercial Juliano Gunelo. Vizinhos do condomínio no bairro Parque dos Lagos, em Ribeirão Preto, afirmaram que o casal brigava muito e que as discussões eram ouvidas por muitos do lado de fora.

A polícia não descarta a possibilidade dos gritos de "pára, chega, pára" terem sido dados enquanto o casal tentava salvar o garoto. "Esse depoimento eu ainda não tenho. Mas acho que, quando a mãe viu o menino molinho e suspeitou que ele tinha tomado o tira-manchas, eles tentaram fazer o garoto vomitar, depois colocaram o dedo na língua e, por fim, ainda colocaram a salmoura na boca e nada deu certo. Pode ser que esse grito tenha sido neste momento", explicou o advogado de defesa do casal, Luiz Carlos Bento.

Nesta semana, o diretor do Núcleo de Perícias, José Eduardo Velludo, que acompanha o caso, disse que, além do punho direito quebrado, o menino também apresentava duas fraturas nas costelas do lado direito do corpo.

Na semana passada, a Polícia Civil alterou o registro criminal do caso por acreditar na participação da mãe de Pedro e do marido dela no ocorrido.

A prisão temporária do casal foi pedida por suspeita de assassinato e negada pela Justiça. A versão da defesa continua apontando para a ingestão do tira-manchas. Para o advogado, a polícia está se precipitando.

Redação Terra