O índice espelha o grau de participação da população nos pleitos, a liberdade das eleições, se elas são limpas e se o voto é o principal meio de acesso aos cargos públicos de um país. O índice varia de 0 a 1, sendo que quanto mais alto o valor, maior o grau de democracia eleitoral.
Dos 18 países pesquisados, outros cinco conseguiram a média máxima ao longo de 12 anos: Bolívia, Costa Rica, Honduras, Panamá e Uruguai. O país com a menor média foi a Colômbia (0,57).
Segundo o relatório, o IDE indica uma evolução da democracia eleitoral da América Latina, comparando com a década de 70, quando a escolha de governantes pelo voto direto era mais uma exceção do que regra no continente. O IDE latino-americano em 1977 era 0,28, passou para 0,69, em 1985, e iniciou a década de 90 com média de 0,86. A América Latina chegou a 2002 com um índice médio de 0,93.
Brasileiros entre os mais otimistas com democracia
Os lideres brasileiros estão entre os mais otimistas da America Latina, segundo o relatório. Entre as lideranças entrevistas nos 18 países que participaram no relatório, os brasileiros entrevistados estão entre as mais otimistas, tanto no que se refere ao progresso das condições necessárias para a democracia quanto mais satisfeitas com os avanços já obtidos.
Os dirigentes brasilerios estão entre os que avaliam se o nivel de participação política aumentou nos ultimos anos, ao lado de Honduras, Mexico, Bolívia e Paraguai.
De acordo com o relatório um dos fatores que alimentou o otimismo é a eleição presidencial de 2002. "Para um dos entrevistados, a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 'que saiu da extrema pobreza nordestina e chegou ao máximo poder do país', ajuda a reforçar o clima de confiança na democracia".
A pesquisa aponta ainda que o otimismo dos dirigentes brasileiros não se aplica ao papel desempenhado pelos partidos políticos. A maioria dos consultados avaliou que as agremiações partidárias não estão cumprindo a contento seu papel institucional na democracia.
País tem baixa representação política de mulheres e afro-descendentes
O Brasil está entre os países que apresentam menores percentuais de participação de mulheres e afro-descendentes no Parlamento, conforme o relatório da PNUD.
Nas últimas eleições, ressalta o relatório, apenas 8,6% das cadeiras do Congresso Nacional foram preenchidas por mulheres. De acordo com a pesquisa, embora os afro-descendentes representem 44% da população, entre 1995 e 1999, apenas 2,8% das vagas da Câmara dos Deputados (15 cadeiras) foram ocupadas por afro-descendentes.
Agência Brasil