» Brasil pode ter até 40 mil escravos
Os valores serão revertidos em campanha de conscientização sobre trabalho degradante e escravo. O MPT recebeu denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado (MPE) de Nova Friburgo, informando que o fazendeiro arregimentava trabalhadores de vários Estados a colheita de café. Entretanto, as condições de trabalho oferecidas seriam degradantes e precárias.
O procurador Fernando Pinaud de Oliveira Júnior abriu investigação para apurar os fatos. Médicos e engenheiros do trabalho estiveram no local e constataram condições degradantes tais como alojamentos impróprios, ausência de higiene e de água potável e falta de equipamentos de segurança.
O fazendeiro também não manteria os contratos de trabalho regularizados, não depositaria o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e não pagaria as verbas rescisórias.
Durante a investigação, o MPT recebeu nova denúncia encaminhada pelo Conselho Tutetar de Duas Barras. Conselheiros realizaram fiscalização na fazenda e constataram adolescentes trabalhando na colheita de café.
O fazendeiro comprometeu-se também a anotar e registrar a carteira de trabalho dos seus empregados, depositar o FGTS devidamente, pagar as verbas rescisórias dos atuais e dos futuros empregados, entre outras obrigações assumidas.
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