RS: governadora anuncia reestruturação no Detran

23 de junho de 2008 • 18h56 • atualizado às 19h11

A governadora  do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius, anunciou um conjunto de mudanças no Departamento Estadual de Trânsito (Detran), órgão que está no centro das denúncias de corrupção no governo gaúcho. A administração estadual vai enviar um projeto de lei criando 32 cargos em comissão, além da reestruturação do plano de cargos e salários e a realização de concurso público. O quadro de pessoal deverá passar dos 354 servidores para 416 funcionários.

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O governo também quer agilizar os processos de multas, os leilões de veículos e reestruturar as juntas de recursos e infrações. Também serão criados Centros de Formação de Condutores e Centros de Registro de Veículos Automotores modelos.

Yeda Crusius fez questão de ressaltar que todas as mudanças estavam previstas antes da instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Assembléia Legislativa para analisar as denúncias de corrupção no governo gaúcho. Ela disse também que a diretoria do Detran providenciou as sindicâncias necessárias para avaliar as denúncias.

"Não nos furtamos de fazer todas as investigações, como não nos furtamos de pagar o custo pela escolha de ser um governo de gestão, de busca de resultados, transparente e compromissado com a população", disse Yeda.

Para a governadora, o resultado da Operação Rodin, da Polícia Federal, fere o Rio Grande do Sul aos olhos nacionais. "Portanto, estamos, a partir do gabinete de transição, pedindo um novo marco que este governo deverá oferecer para restauração das relações éticas na política e para uma série de ações práticas e permanentes de compromisso com o combate à corrupção", disse.

A governadora deu um prazo de 30 dias para que o Detran decida onde será o pátio legal do órgão e como será a nova sede. Ela também pediu que a Assembléia Legislativa agilize a votação da proposta que reduz os custos da Carteira Nacional de Habilitação para os gaúchos.

De acordo com o secretário-executivo das Câmaras Setoriais do governo, Erik Camarano, o objetivo das mudanças é dar uma resposta rápida a sociedade em relação aos problemas do Detran, reduzindo os custos dos serviços prestados, melhorando a qualidade e elevando a produtividade do órgão.

A crise no governo do Rio Grande do Sul iniciou no final do ano passado, com a Operação Rodin, da Polícia Federal, que desmembrou um esquema de desvios de recursos no Departamento Estadual de Trânsito (Detran). As conversas interceptadas apontaram o envolvimento de membros do governo estadual.

Para tentar resolver a crise, o governo anunciou a criação de um gabinete de transição formado por representantes dos partidos políticos que compõem o governo, com o objetivo de reestruturar a administração pública. 

Agência Brasil
 
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