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A Operação João de Barro foi a maior ofensiva da PF este ano contra a corrupção. Segundo a PF, suspeita-se que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 2,7 bilhões nos últimos meses. Ao todo foram expedidos 38 mandados de prisão e 231 de busca em apreensão em sete Estados e no Distrito Federal.
A apuração dos policiais indica que a quadrilha desviava os recursos e empregava material de baixa qualidade, além de promover a distorção dos padrões previstos originalmente nas obras.
O supertintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, David Salém, explicou como a agia a quadrilha. Segundo ele, as emendas eram liberadas para determinados municípios e, a partir daí, lobistas elaboravam o projeto para execução da obra. De acordo com as investigações, a fraude estava justamente na conclusão da obra que tinha sempre um valor mais baixo do que o acertado no projeto.
Na sexta-feira, agentes da Polícia Federal chegaram a fazer buscas na Câmara, nos gabinetes João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-DF). Magalhães negou envolvimento em fraudes e Camilo afirmou ter se colocado à disposição da PF e da Justiça.
Redação Terra