Defesa: menino pode ter se ferido na ambulância

22 de junho de 2008 • 19h56 • atualizado às 20h06

Cláudio Dias
Direto de Araraquara

São Paulo


O advogado Luiz Carlos Bento, que representa o casal Kátia Marques e o representante comercial Juliano Gunelo, respectivamente, mãe e padrasto do menino Pedro Henrique Rodrigues, 5 anos, que morreu em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, no último dia 12, acredita que ele possa ter quebrado o punho ao ser socorrido na ambulância ou no próprio hospital. Antes tratado como morte após ingestão acidental de um tira-manchas, o caso agora é investigado como homicídio.

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A morte, segundo a delegada Maria Beatriz de Campos, da equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão Preto, foi conseqüência de embolia gordurosa, que se caracteriza pela obstrução de pequenos vasos por gotículas de gordura, geralmente originadas nas fraturas do fêmur, tíbia e bacia, e que pode afetar os pulmões e o cérebro, após quebrar o punho.

"Acreditamos que existe esta possibilidade dele ter se machucado no hospital ou durante o resgate, porque a auxiliar de enfermagem que o atendeu não notou a fratura", diz o advogado. Outros dois socorristas também não viram as duas lesões. Na visão da defesa, o menino não foi agredido em casa como descreve a polícia no inquérito ainda incompleto.

"Os três não viram o punho quebrado. Mesmo assim, o fato deles não terem visto não significa que não estivesse quebrado", pondera o próprio advogado.

Para Bento, a polícia está se precipitando. "Vamos supor que você quer matar uma pessoa e para isso quebra o braço dela imaginando todo o processo da embolia gordurosa. Isso não existe", destaca o advogado, citando que a polícia estaria "chutando" a causa da morte. "A delegada também está induzindo a imprensa ao erro", afirma.

Pedro Henrique morreu no último dia 12, em Ribeirão Preto, segundo a mãe e o padrasto, ao tomar um tira-manchas que era guardado no armário da cozinha. Ele passou mal e, logo depois de ser socorrido, morreu. A polícia, por sua vez, acredita que o menino tenha sido agredido. Ao apanhar, quebrou o punho o que gerou a embolia gordurosa.

Após ouvir relatos de possíveis agressões a Pedro, a delegada responsável pelo caso pediu a exumação do corpo, poucas horas depois dele ser enterrado, em Araraquara, interior de São Paulo. Ela também chegou a pedir a prisão do casal, mas a Justiça negou e requisitou mais informações. À polícia, a mãe e o padrasto negaram qualquer tipo de participação na morte do menino.

Redação Terra
 
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