Peritos examinam material apreendido pela PF

22 de junho de 2008 • 01h52 • atualizado às 01h52

Peritos e analistas federais começam a examinar, amanhã, o material apreendido para entender a extensão da fraude e convencer o Tribunal Regional Federal da 3ª Região a decretar a prisão de dezenas de prefeitos, cujos pedidos ainda não foram deferidos.

» Quadrilha subfaturava obras do PAC
» Leia mais notícias da agência JB

Memórias de computadores e documentos apreendidos na sexta-feira em buscas nos gabinetes dos deputados Ademir Camilo (PDT-MG) e João Magalhães (PMDB-MG), residências de suspeitos e nas 119 prefeituras envolvidas nos desvios de cerca de R$ 200 milhões para obras do PAC vão ajudar a Polícia Federal a reforçar os pedidos de bloqueio para seqüestrar os bens supostamente adquiridos com dinheiro da corrupção.

A operação João de Barro, deflagrada na sexta-feira, foi a maior ofensiva da PF este ano contra a corrupção. Auxiliada pelo Tribunal de Contas da União e Controladoria Geral da União, a polícia descobriu que a quadrilha superfaturava o valor de obras federais. A fraude consistia na utilização de material de construção de baixo padrão de qualidade em obras como casas populares, escolas, estações de tratamento de esgotos e praças. A discrepância permitia à quadrilha se apropriar de porcentagens que variavam de 30% a 40% de cada obra, tanto naquelas cujos recursos eram liberados pelo Tesouro Nacional através de emendas parlamentares quanto nas de repasse direto por instituições como Caixa ou BNDES.

A Justiça Federal de Belo Horizonte expediu 38 mandados de prisão contra empresários e funcionários públicos, mas até ontem 25 pessoas haviam sido presas. Dois empresários ficaram de se entregar até segunda-feira, enquanto os outros 11 suspeitos estão sendo procurados. Com base no número de projetos fraudados, a polícia vai abrir cerca de 200 inquéritos.

A Prefeitura de Angra dos Reis (RJ), um dos alvos da operação, informou ontem através da assessoria de imprensa que em apenas um dos 23 processos apreendidos pela Polícia Federal - o que se relaciona ao Condomínio Vertical Jacuecanga - há repasses de verba federal. Todos os outros são bancados pela prefeitura e, segundo a assessoria, podem ser prejudicados com a apreensão de documentos.

JB Online
 
Enviar para amigos
Fechar por:
Enviar para amigos
Fechar por:

Imprimir

Fechar
Mais vistos

Notícias

  1. Carregando...
leia mais notícias »