Andréa Vaz
Direto de Aracaju
Brasil
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Os presos ainda quebraram computadores e cadeados, rasgaram documentos e saquearam a cozinha. Um preso saiu ferido e foi levado para o Hospital de Urgência de Sergipe (Huse). O nome do detento ainda não foi divulgado.
No presídio de Nossa Senhora da Glória encontram-se 290 detentos para uma capacidade de 108 presos, de acordo com Jorgivaldo Barbosa, representante do Sindicato dos Agentes Penitenciários nesse presídio. Segundo ele, os amotinados não aceitaram a presença dos PMs e a rebelião teve início na hora da abertura dos cubículos para eles saírem para o café da manhã.
Os amotinados se rebelaram quando souberam que as visitas estavam suspensas devido à greve que completou quatro dias.
"Os presos invadiram a administração, danificaram documentos, quebraram computadores, atearam fogo na cozinha, queimaram colchões e ameaçaram explodir botijões de gás e promover uma chacina, caso os policiais militares entrassem na área interna do presídio", disse Barbosa ao afirmar que a situação é gravíssima.
No Presídio Feminino, em Aracaju, as detentas também se rebelaram. Elas queimaram colchões e tentaram fugir pelo telhado. Para tentar conter a fuga, tiros foram disparados, mas ninguém saiu ferido, segundo a polícia. Do lado de fora do presídio, dava para ouvir os gritos das presas, avisando que 14 mulheres foram levadas para a "tranca" (espécie de solitária) e uma delas estava ferida.
A direção do Presídio Feminino não confirmou a informação nem divulgou o número de mulheres trancadas. Do lado de fora, o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Cláudio Viana, lamentava a situação e admitiu que a greve saiu de controle. "Os agentes estão revoltados com a falta de diálogo do governo. Só quem pode acabar com a greve é o governador Marcelo Déda. Essa greve é contra a fome", disse Viana.
O desembargador-corregedor Luiz Mendonça diz estar preocupado com a situação, principalmente com a atitude do Sindicato da categoria que não está mantendo os 30% de servidores em serviço como determina a legislação.
Redação Terra