O evento conta com cerca de quatro mil pessoas, segundo informações do PTB
Foto: Hermano Freitas/Redação Terra
O ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à prefeitura da capital, minimizou as disputas internas em seu partido, dizendo que tudo o que é "de mão beijada" não é bom. "A disputa me faz um candidato melhor", afirmou Alckmin, durante a convenção do PTB na Assembléia Legislativa, na zona sul da cidade.
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O ex-governador de 55 anos enfrentará amanhã a chapa concorrente que prevê, ao invés de uma candidatura própria, o apoio a um novo mandato para o prefeito Gilberto Kassab (DEM), eleito como vice do atual governador, José Serra (PSDB), em 2004.
Alckmin afirmou também que o PSDB não irá impugnar a chapa que tem Gilberto Kassab como candidato, embora tenha condições legais para isso. "Embora a chapa não tenha valor jurídico, esta é uma questão política. Quero que o partido fale, para que amanhã ninguém venha colocar objeções a minha candidatura", afirmou.
Após a denúncia de um suposto pagamento de suborno para que delegados do PSDB apoiassem a criação de uma chapa pró-Kassab na convenção do partido, 36 delegados pediram para retirar seus nomes da lista que defende o nome do prefeito Gilberto Kassab como o candidato do partido.
Caso a retirada dos nomes seja aceita, das 424 assinaturas que a lista teria inicialmente, restariam apenas 388. O número é menor que os 403 que seriam necessários para criar a chapa, acabando com a disputa na convenção de amanhã.
Alckmin afirmou que está confiante em sair vitorioso na convenção tucana de amanhã. "Conheço o PSDB", afirmou. O ex-governador lamentou a suposta compra de votos de delegados do seu partido por membros da correntes que apóia a candidatura à reeleição do atual prefeito de São Paulo. "Acho triste que isso continue ocorrendo no País", disse.
O deputado Sílvio Torres (PSDB) afirmou que as negociações para tentar retirar a chapa kassabista ocorrerão até o último minuto. "As conversas são parte do processo político e devem ir até o limite do possível", afirmou.
O deputado reconheceu o prejuízo que a disputa interna no PSDB traz ao partido. "A imagem de um partido dividido não ajuda na campanha."
O ex-governador chegou ao local por volta das 11h e foi muito assediado. Foi necessário que um cordão fosse feito para que Alckmin conseguisse entrar na Assembléia.
O evento conta com cerca de quatro mil pessoas, segundo informações do PTB. Estavam no palco com Alckmin o senador Romeu Tuma e o candidato ao cargo de vereador em São Paulo Sérgio Malandro.
- Redação Terra

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