PAC: deputado suspeito se coloca à disposição da PF

20 de junho de 2008 • 20h33 • atualizado às 20h40

O deputado federal Ademir Camilo (PDT-MG), investigado pela operação João de Barro, disse, em nota divulgada, que se colocou à disposição da Polícia Federal e da Justiça para prestar esclarecimentos. Ele informou que foram cumpridos mandados de prisão em suas residências de Brasília e Teófilo Otoni (MG), onde foram apreendidos disco-rígidos de computadores e ofícios.

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Segundo o deputado, os ofícios apreendidos requeriam a inclusão de municípios carentes em programas do governo. Os documentos seriam encaminhados ao presidente da República, segundo Camilo.

De acordo com a nota, todos requerimentos de responsabilidade do deputado sobre o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) "são ou serão objeto de licitação pública, sendo que a liberação, a autorização e a ficalização destes recursos cabe aos órgão públicos compententes e que a responsabilidade por estas contratações é do município".

Na nota, o deputado também citou que o município de Teófilo Otoni é administrado pelo PT. Ele informou que estava em Belo Horizonte e retornou a Brasília para acompanhar os fatos.

"O deputado, até pela tradição do partido a que está filiado, repudia toda e qualquer ação que possa envolver ilícito e está à disposição da PF e da Justiça para mais esclarecimentos, pois como homem público tem o dever de prestar contas à opinião pública", conclui a nota.

A PF trabalha com a hipótese de que Magalhães e o deputado Ademir Camilo (PDT-DF) estejam envolvidos em práticas de corrupção passiva, concussão (extorsão cometida por funcionário público) e tráfico de influência. As investigações são feitas com a colaboração da Controladoria Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

Segundo a PF, suspeita-se que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 2,7 bilhões nos últimos meses. Foram expedidos 38 mandados de prisão e 231 de busca em apreensão em sete Estados e no Distrito Federal. A apuração dos policiais indica que a quadrilha desviava os recursos e empregava material de baixa qualidade, além de promover a distorção dos padrões previstos originalmente nas obras.

Redação Terra
 
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