Márcio Leijoto
Direto de Goiânia
Brasil
» Vilma vai para regime aberto
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Para não ter a pena regredida e voltar para a cadeia, Vilma terá que manter endereço fixo e avisar antecipadamente a Justiça em caso de mudança ou viagem. Também deverá pernoitar na Casa do Albergado, onde ficará entre as 20h e 6h do dia seguinte.
Vilma se comprometeu em documento a ter bom comportamento social e familiar, não ingerir bebida alcoólica, não portar armas e a atender rapidamente a requisições judiciais. No termo, aconselha-se Vilma a não cometer novos crimes, a trabalhar apenas com atividades lícitas e a freqüentar uma religião. Qualquer incidente não justificado poderá representar a regressão do regime, segundo Éder Jorge.
Ela chegou para a audiência acomodada em uma cadeira de rodas e de óculos escuros. Alegando direito de imagem, pediu para que cinegrafistas e fotógrafos saíssem da sala. O pedido foi acatado pelo juiz.
A ex-empresária está presa desde 2003. No dia 13 de junho, o juiz concedeu a progressão do regime semi-aberto para o aberto a Vilma. Isso permite que ela passe o dia longe da Casa do Albergado, retornando apenas para dormir.
Entretanto, isso já acontece com a ex-empresária, que tem autorização da administração do albergue para trabalhar fora dali. Esse benefício foi concedido porque ela cumpriu um sexto da pena e não cometeu nenhuma falta grave nos últimos 12 meses.
Em agosto, a pena será liquidada, já que Vilma terá cumprido o tempo para conseguir o benefício - um terço da pena total. É a última etapa antes de voltar à liberdade total.
Entenda o caso PedrinhoDezesseis anos depois, Gabriela Azeredo Borges, 19 anos, neta do pai adotivo de Pedrinho, associou a imagem do garoto, ainda recém-nascido, no site do SOS Criança. No dia 21 de outubro de 2002, Gabriela reconheceu semelhanças com a foto de Jayro Tapajós, também veiculada pelo site, com Pedrinho.
Gabriela ligou então para o SOS Criança e, orientada pela equipe da instituição, recolheu um fio de cabelo de Pedrinho para realização do exame de DNA. O teste comprovou que o garoto na verdade era filho de Jayro e Maria.
Além do exame de DNA, que comprovou a verdadeira paternidade do garoto, Maria Auxiliadora também reconheceu Vilma Costa como sendo a mulher que havia seqüestrado Pedrinho. No entanto, Vilma não pôde ser processada pelo seqüestro porque o crime prescreveu em 1994. O Ministério Público pediu então a reabertura do inquérito.
Pedrinho conheceu os pais biológicos em 23 de novembro de 2002.
O caso Roberta Jamilly
As suspeitas sobre a possibilidade de Aparecida Fernandes Ribeiro da Silva também ter sido seqüestrada por Vilma e batizada como Roberta Jamilly, quando criança, cresceram com a elucidação do caso Pedrinho.
Uma outra investigação foi aberta sobre o caso e um exame de DNA realizado com a saliva de Roberta Jamilly, a partir de uma ponta de cigarro deixada em uma delegacia, em um dia de depoimento, comprovou que a jovem não é filha de Vilma Costa, mas de Francisca Maria da Silva.
Redação Terra