Quadrilha subfaturava obras do PAC, diz PF

20 de junho de 2008 • 17h01 • atualizado às 17h07

Marina Mello
Direto de Brasília

Brasil


O supertintendente da Polícia Federal em Minas Gerais, David Salém, explicou como a quadrilha desarticulada pela Operação João de Barro agia para desviar os recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Segundo ele, as emendas eram liberadas para determinados municípios e, a partir daí, lobistas elaboravam o projeto para execução da obra. De acordo com as investigações, a fraude estava justamente na conclusão da obra que tinha sempre um valor mais baixo do que o acertado no projeto.

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"Não é superfaturamento de obra, é obra com preço mais baixo, por exemplo, se a obra foi fechada para valer R$ 100 mil, na verdade, gasta-se R$ 50 mil, e o que sobrou é divido entre os participantes do esquema", explicou o superintendente.

Segundo a PF, suspeita-se que a quadrilha tenha movimentado cerca de R$ 2,7 bilhões nos últimos meses. Ao todo foram expedidos 38 mandados de prisão e 231 de busca em apreensão em sete Estados e no Distrito Federal. A apuração dos policiais indica que a quadrilha desviava os recursos e empregava material de baixa qualidade, além de promover a distorção dos padrões previstos originalmente nas obras.

Dois dos mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos gabinetes dos deputados João Magalhães (PMDB-MG) e Ademir Camilo (PDT-MG), no Congresso Nacional. Do gabinete de Magalhães os policiais saíram levando vários documentos, um laptop e, aparentemente, um HD (disco rígido de computador).

Redação Terra
 
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