Defensor: famílias de jovens mortos podem receber R$ 1 mi

17 de junho de 2008 • 13h37 • atualizado às 23h03

Ernani Alves
Direto do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro


O defensor público da União André Ordacgy afirmou nesta tarde que as famílias dos três rapazes que teriam sido seqüestrados por 11 militares do Exército no fim de semana no morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro, e entregues a traficantes rivais, no morro da Mineira, no Catumbi, podem receber mais de R$ 1 milhão em indenizações e pensões vitalícias.

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Segundo o defensor, cada família pode receber R$ 300 mil. O valor é calculado com base em uma média feita em cima de casos anteriores. Além disso, a Justiça pode determinar uma pensão vitalícia para cada jovem tendo em vista o que poderiam ganhar em vida. Ordacgy espera que os parentes procurem a Defensoria, pois este tipo de ação depende do pedido dos familiares.

"No caso do rapaz de 17 anos, provavelmente, será dois terços do salário mínimo, pois ele ainda estava na faixa de estudante", afirmou o defensor. "A indenização média nessa situação é de R$ 300 mil, com base na jurisprudência. Existem casos de R$ 30 mil, mas também há registros de indenizações (pagas pela União) de R$ 500 mil."

O defensor informou ainda que pretende entrar até quinta-feira com uma ação pedindo a retirada do Exército no morro da Providência, onde militares fazem a segurança de engenheiros da corporação que participam do projeto de urbanização Cimento Social.

"Quem tem que fazer esse policiamento ostensivo é a Polícia Militar, o Exército não está preparado para este tipo de atividade", afirmou.

Os jovens Marcos Paulo da Silva Correia, 17 anos, Wellington Gonzaga da Costa, 19 anos, e David Wilson Florêncio da Silva, 24 anos, foram encontrados mortos no aterro sanitário de Gramacho, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Eles teriam desacatado uma equipe do Exército que atua no morro da Providência.

Redação Terra
 
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