Perícia: menino não morreu ao tomar tira-manchas

16 de junho de 2008 • 22h05 • atualizado às 22h27

Cláudio Dias
Direto de Araraquara

São Paulo


O Núcleo de Perícias Médicas da Polícia Civil divulgou, o primeiro laudo ainda preliminar, realizado após a exumação do corpo do menino Pedro Henrique Rodrigues, 5 anos, morto na quinta-feira passada, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo. A análise descarta temporariamente a morte por intoxicação após ter tomado um produto tira-manchas, como afirmam a mãe e o padrasto, e confirma as agressões e a fratura no braço do garoto.

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"Dependendo da intoxicação, é só mesmo pelo laboratório que a gente detecta", diz o diretor do Núcleo de Perícias, José Eduardo Velludo. Os peritos ainda aguardam outros três exames requisitados e feitos nas vísceras de Pedro Henrique. A notícia coloca em dúvida a declaração da mãe e do padrasto do garoto.

O corpo do menino, exumado do cemitério de Araraquara na sexta-feira passada, poucas horas depois de ser enterrado, continua no Instituto Médico Legal (IML) de Ribeirão. Hoje, a delegada encarregada do caso, Maria Beatriz de Campos, da equipe de homicídios da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Ribeirão, começou a ouvir testemunhas. Uma socorrista que prestou o primeiro atendimento falou à polícia.

A mãe e o padrasto ainda não foram ouvidos. Durante uma entrevista coletiva dada mais cedo, a delegada confirmou que pediu a exumação do corpo por ter duvidas sobre a causa da morte. O atestado de óbito, inclusive, especifica a causa da morte como indefinida. Maria Beatriz não disse que suspeita do casal, mas afirmou que irá chamá-los para depor ainda esta semana.

No dia do acidente, o casal contou aos policiais que enquanto ele tomava banho e a mãe dormia, a criança teria ido até um armário na cozinha, pegado o produto para tirar manchas de roupas, colocado em uma caneca usada para tomar leite e bebido. Eles disseram que Pedro teve uma parada cardíaca e, durante uma convulsão, se machucou nas costas e bateu o braço, fraturando-o.

As lesões chamaram a atenção da polícia. O menino é filho de um policial militar de Araraquara, mas morava com a mãe e o padrasto em Ribeirão Preto. O militar disse à polícia desconhecer a desavença entre o casal e o menino. Segundo a delegada, "se existe crime ainda não sabemos e precisamos de outros resultados técnicos para avaliar". A polícia não disse quando o próximo laudo será emitido.

Redação Terra
 
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