Anna Ruth Dantas
Direto de Natal
São Paulo
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"Eu achei que houve um ato de muita violência. Ele tem endereço certo, ele poderia ter sido chamado para depor sem nenhum problema. Como mãe e cidadã espero a sua inocência", destacou.
A governadora Wilma de Faria informou também que determinou aos profissionais que ocuparam a Secretaria de Saúde no período da investigação da Polícia Federal, de 2005 a 2008, no caso o ex-secretário Ruy Pereira e o atual Adelmaro Cavalcanti, a prestarem todos os esclarecimentos para a imprensa.
"Eles vão dar uma entrevista coletiva à imprensa amanhã explicando tudo que aconteceu em relação ao processo de higienização e limpeza (da Secretaria Estadual de Saúde). Eles vão naturalmente falar sobre licitação, preço e tudo que for necessário esclarecer. Nosso Governo é transparente, aberto, sou uma pessoa de classe média, consegui romper e trilhar nesse Estado", ressaltou Wilma de Faria.
Depoimento
O foco da Polícia Federal no depoimento de Lauro Maia, denunciado como integrante de um esquema fraudulento de licitações na Secretaria Estadual de Saúde, foi um contrato firmado pelo governo com a empresa paraibana Líder.
Durante cinco horas e meia, delegados da Polícia Federal perguntaram sobre a participação de Lauro Maia na renovação do contrato para prestação de serviço de mão de obra e higienização da Líder com a Secretaria Estadual de Saúde.
"Lauro Maia disse que não sabia de nada, não teve qualquer interferência. Ele disse aos delegados que são muitos os processos que tramitam no Governo e ele não tem conhecimento de todos", comentou o advogado Erick Pereira.
A expectativa da defesa de Lauro Maia é o habeas-corpus que foi impetrado nesta manhã no Tribunal Regional Federal da 5ª Região. "A coisa já deixou de ser de investigação para ser de humilhação. Não havia mais necessidade de manter Lauro Maia preso. Ele já garantiu à Polícia Federal que está a disposição e a qualquer hora que for chamado virá depor", avaliou o advogado Erick Pereira.
Ele disse ainda que não há porque a justificativa de manter a prisão temporária. "Eles (os delegados da Polícia Federal) dizem que a prisão temporária é para evitar que os réus combinem os depoimentos. Mas isso já era porque todos (os presos da Operação Hígia) estão na mesma cela", completou o advogado.
Presos na mesma sala da Polícia Federal estão, entre outros envolvidos, o proprietário da empresa Líder, Mauro Bezerra, e o secretário adjunto de Esporte e Lazer, João Henrique Bahia, além do filho da governadora Wilma de Faria, advogado Lauro Maia.
Redação Terra