RN: advogado afirma que Estado é "policialesco"

14 de junho de 2008 • 06h12 • atualizado às 06h25

O advogado de Lauro Maia, Erick Pereira, negou, nessa sexta-feira, as suspeitas contra o filho da governadora Wilma de Faria (PSB-RN). Disse ignorar o conteúdo das investigações e classificou as suspeitas de "genéricas" e critica o fato de Maia ter sido detido para depor:

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"Se era só para depor, por que não depôs antes?", indagou. "Vivemos em um Estado policialesco. (A prisão) é muito mais pelo escândalo do que pelo resultado útil."

Segundo Pereira, Maia será liberado em cinco dias, quando vence o prazo da prisão:

"Só quando ele começar a depor é que entenderemos direito o que está acontecendo", informou.

"Abalada"
Em nota, o governo informou que Wilma ficou "abalada" com as suspeitas e "aguarda detalhes da operação para se pronunciar e tomar as providências administrativas". A reportagem ligou para a casa do secretário-adjunto de Esportes, João Henrique Lins Bahia Neto. Ninguém atendeu. Seu chefe-de-gabinete, Carlos Antonio Rosado, disse que não tinha detalhes da defesa.

O advogado da procuradora Rosa Maria Câmara, Bruno Macedo, afirmou que sua cliente estava tranqüila ontem, mas que não havia conversado com ela sobre as suspeitas.

A reportagem não conseguiu contato na Saúde estadual nem nas empresas investigadas. Herbert Gabriel e Jane Alves de Oliveira não foram localizados.

JB Online
 
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