Vagner Magalhães
Direto de São Paulo
São Paulo
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Segundo Marta, é só andar pela rua para ver. "A cidade está triste. Esse foi um dos motivos que me fizeram voltar à cena política de São Paulo", diz. Marta credita a situação à gestão Serra/Kassab, que reviu o contrato de coleta de lixo e varrição de ruas assinado por ela.
Em resposta à opositora, o atual prefeito, Gilberto Kassab, afirma ter sido correto o ajuste do contrato. Na visão dele, a cidade economizou em relação ao que estava previsto e hoje oferece um melhor serviço ao cidadão.
"O novo contrato foi benéfico para a cidade. Da forma em que estava, o contrato não era razoável. Esse contrato apresentou problemas ainda na própria gestão petista", diz. "E a cidade hoje está em uma situação muito melhor do que a que eu encontrei. Inclusive na coleta do lixo", diz.
Marta contra-argumenta que a decisão de rever o contrato foi apenas política. "O que aconteceu é que que eles diminuíram os valores só para dizer que estavam fazendo do jeito deles. O que não dizem é que ao cortar os valores, eles diminuíram os serviços contratados, como a implantação da coleta seletiva em larga escala", diz.
Kassab afirma que não abriu mão da coleta seletiva e que a Prefeitura tem planos de impantá-la gradualmente. "O que fizemos foi arrumar a casa para podermos colocar à disposição da população um serviço melhor."
Nesta semana, Marta fez uma viagem de ônibus entre o centro e o bairro da Lapa, na zona oeste da cidade. Da janela do ônibus, apontava para o lixo nas calçadas, para ilustrar o que dizia.
Ao assumir a Prefeitura, em 2005, José Serra anunciou que queria reiniciar todo o processo de concorrência, por causa das denúncias de fraudes e de superfaturamento registradas durante a licitação.
A escolha dos consórcios vencedores foi homologada em julho de 2004, seis meses antes de de Marta Suplicy deixar o cargo. O contrato, de 20 anos, custaria aos cofres públicos R$ 10 bilhões.
Redação Terra