CSS: oposição não esperava votação apertada, diz líder

11 de junho de 2008 • 20h04 • atualizado em 12 de junho de 2008 às 00h34

Laryssa Borges
Direto de Brasília

Brasil


O líder do Democratas na Câmara dos Deputados, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), ironizou nesta noite a apertada margem de votos que garantiu ao governo a vitória na batalha pela criação da Contribuição Social para a Saúde (CSS). Os governistas conseguiram aprovar a "nova CPMF" por 259 votos a favor, apenas dois a mais que o mínimo necessário. "Foi uma grande vitória para nós. Nem nós mesmos esperávamos isso. Com um placar desses não tem como achar que o Senado vai aprovar a CSS", afirmou ACM Neto.

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A criação do novo tributo precisará ainda ser apreciada pelo Plenário do Senado, onde a base aliada não conta com garantias de aprovação. O líder do PT na Câmara, Maurício Rands (PE), tentou minimizar a pouca margem de manobra dos governistas e apontou a pressão eleitoral como argumento para o baixo número de votos pró-imposto.

"Tudo é muito difícil para a gente, mas o Senado vai ver que o texto é complexo. Já sabíamos que haveria muitas defecções. Há muitos candidatos a prefeito que fugiram da raia, viram seus adversários votarem com demagogia e votaram contra para não ficarem mal nas eleições", explicou Rands.

Ainda nesta noite, os deputados devem analisar quadro destaques da oposição, que questionam, por exemplo, as alíquotas para repasses obrigatórios na área de saúde. Para manter o projeto original do deputado Pepe Vargas (PT-RS), que prevê os Estados deverão investir em saúde 12% dos recursos obtidos com impostos, e os municípios, 15%, o governo precisa garantir um mínimo de 257 votos em cada uma das emendas.

Redação Terra
 
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