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RS: Tarso descarta intervenção federal para conter crise

10 de junho de 2008 12h25 atualizado às 12h27

O ministro da Justiça, Tarso Genro, descartou hoje a possibilidade de uma intervenção federal para conter a crise política que se instalou no Rio Grande do Sul a partir de denúncias de desvio de dinheiro público do Detran gaúcho. A partir dos desdobramentos da CPI que apura o caso, já foram exonerados o chefe da Casa Civil, Cezar Busatto, o secretário-geral do governo, Delson Martini, o chefe do escritório gaúcho em Brasília, Marcelo Cavalcante, e o comandante-geral da brigada militar, coronel Nilson Bueno.

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"Não é caso de intervenção federal. As instituições do estado gaúcho estão funcionando normalmente, o processamento político é um processamento que compete aos partidos e as lideranças, e não há nenhuma anomalia lá, não há nenhum tipo de violação constitucional. Tudo está funcionando de maneira adequada", afirmou o ministro após participar de um debate sobre a internacionalização da Amazônia promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Apesar de descartar a intervenção, o ministro observou que o governo federal irá acompanhar o caso por considerar haver "incidência jurídica" nas denúncias de corrupção. "Acompanhamos todas as questões políticas que tenham incidência jurídica no país. Não existe uma instabilidade política grande, mas nosso compromisso é para verificar se as instituições estão funcionamento normalmente, e estão. Não há violação constitucional", disse.

Genro lembrou que o caso decorre de uma investigação da Política Federal e de um inquérito envolvendo verbas públicas do Detran. "É um inquérito de muita qualidade. Dos 48 indiciados, 44 foram denunciados. Agora o resto é uma questão do estado do Rio Grande do Sul e da legislação estadual sobre o assunto", afirmou.

Redação Terra