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A fuga aconteceu às 20h. A confusão começou às 11h30, quando Rogério foi preso em flagrante por policiais militares do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), acionados para a rua General Guedes da Fontouro, na Barra. A informação era de que no local havia um homem em atitude suspeita dentro de um Vectra parado em frente à casa de um juiz. Foi o próprio magistrado que, acostumado a ameaças de morte, desconfiou e chamou a PM.
Rogério falava ao telefone quando os PMs se aproximaram. Na hora, ele se identificou como agente federal, dando a entender que participava de uma investigação. Depois de conferir a documentação, os PMs constataram que a carteira era falsa e que o veículo não pertencia à Polícia Federal.
No começo da noite, a mulher de Rogério foi à casa do juiz e, mostrando documentos, disse que o marido participava de ação com agentes da Delegacia de Roubos e Furtos de Automóveis (DRFA). O objetivo seria extorquir um homem que responde na Justiça por estelionato.
Depois de saber da fuga, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ), José Carlos Murta Ribeiro, e o corregedor-geral do TJ, Luiz Zveiter, entraram em contato com a Secretaria de Segurança cobrando explicações. O chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro, seguiu para a 16ª DP.
Quando prestou depoimento na delegacia, Rogério confirmou que estava trabalhando numa investigação contra um estelionatário, mas não forneceu detalhes. Os policiais civis alegaram que o preso fugiu em um momento de distração, depois de ser retirado da carceragem para ser levado à Polinter.
A PF informou que Rogério foi motorista da instituição, mas acabou expulso em 1997 por ter sido condenado por extorsão mediante seqüestro. Ficou preso 13 anos e estava em regime semi-aberto.
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