inclusão de arquivo javascript

 
 

RS: há forte indício de fraude no Detran, diz Busatto

09 de junho de 2008 22h43 atualizado às 22h43

Em reunião ordinária da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Departamento de Trânsito (Detran) Estadual, o ex-chefe da Casa Civil do Rio Grande do Sul Cézar Busatto disse que há "suspeitas muito fortes de que tenha havido desvios" no Detran. Ele afirmou que cabe à CPI apurar a licitude ou a ilicitude de atividades político-partidárias relacionadas à autarquia. Durante o depoimento, ele passou mal e foi atendido pelo médico da Assembléia Legislativa.

» MP cria grupo para investigar desvio
» Vice diz que pode divulgar gravações
» DEM-RS: gravação é divisor de águas
» Opine sobre as denúncias de fraude

Busatto foi exonerado no sábado, um dia depois de o vice-governador do Estado, Paulo Feijó, tornar público o conteúdo de uma gravação em que ex-chefe da Casa Civil afirmaria que o Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul), o Detran e o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) são fontes de financiamento de campanhas eleitorais.

Ele pediu que fosse divulgada a totalidade da conversa gravada que provocou a sua saída do governo. De uma hora de gravação, foram divulgados pelo vice-governador 22 minutos. Enquanto depunha, porém, Busatto foi informado de que Feijó havia apagado o restante do diálogo por não considerá-lo de interesse público. Segundo ele, foram pinçados somente os elementos que convinham ao vice-governador. No trecho apagado, disse, era Feijó quem falava a maior parte do tempo.

Busatto disse que nunca conversou sobre o caso Detran com o ex-secretário de governo Delson Martini, também exonerado no sábado. O ex-chefe da Casa Civil lembrou que esteve no cargo por menos de quatro meses e que é uma responsabilidade da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) descobrir o destino dos mais de R$ 40 milhões que teriam sido desviados da autarquia.

Redação Terra