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Entre as conclusões do laudo estão a ausência de fibra de aço no concreto projetado do túnel em alguns trechos. Em outros, que a quantidade foi inferior ao que estava apontado no projeto, o que não foi constatado pela fiscalização da obra.
Também foi verificada a falta de ingestão de cimento em várias enfilagens.
O laudo constatou ainda a inexistência de um sistema de gerenciamento de risco em condições de prover a segurança adequada nas frentes de obra e à população vizinha e a aceleração da obra em 70% no mês de janeiro, em relação ao mês anterior.
De acordo com o laudo, no dia 11 de janeiro de 2007, quando faltavam poucos metros para completar a escavação do primeiro rebaixo da obra, foi realizada uma reunião entre construtores e projetistas no escritório de campo da estação Pinheiros. Nessa reunião, decidiu-se realizar um reforço na região dos pés das cambotas por meio de tirantes.
Porém, na manhã do dia seguinte, o reforço ainda não havia sido executado e a estabilidade do túnel piorou após as detonações executadas para completar a escavação do primeiro rebaixo junto ao lado do edifício Passarelli.
No início da tarde do dia 12 de janeiro, o processo de ruptura do túnel já estava instalado, aponta o laudo. Isso foi verificado por leituras de recalque e convergências realizadas logo após as 14h em duas seções próximas ao poço da rua Capri.
Durante a execução dessas leituras, os trabalhadores observaram trincas no interior do túnel e na parede do poço, alertando os demais companheiros, que se retiraram do local, aponta o documento.
Segundo o laudo, não foi verificado um procedimento formal, sistematizado e estruturado para a gestão de risco, plano de contingência e plano de emergência.
Por meio de nota, o Metrô informa que, com rapidez e rigor, "vamos apurar as responsabilidades e, então, punirmos quem quer que tenha dado causa a essa tragédia."
O Consórcio Via Amarela, também por meio de nota, afirma que irá se pronunciar após uma análise detalhada do laudo.
O promotor de criminal de Justiça, Arnaldo Hossepian, que acompanha as investigações, ainda aguarda o laudo oficial sobre o acidente, que só ficará pronto em agosto.
Somente depois de conhecer esse laudo ele pretende fazer a denúncia à Justiça sobre os possíveis responsáveis pelo acidente.
Redação Terra