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A Operação Carta Branca foi realizada pelo Ministério Público Estadual de São Paulo, em conjunto com a Corregedoria Geral da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria da Fazenda do Estado e Agência Nacional de Petróleo.
Segundo o Ministério Público, documentos apreendidos nas buscas feitas com autorização judicial em despachantes, auto-escolas e na Ciretran de Ferraz de Vasconcelos comprovaram o envolvimento do delegado no esquema, que vendia habilitações pelo preço médio de R$ 1,3 mil.
Os promotores dos Grupos de Atuação Especial Regional de Prevenção e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), que participam da operação, encontraram em um livro de exames práticos da Ciretran local o registro de 7 mil exames práticos para motorista no período de um ano. Nesse mesmo período, foram expedidas 35 mil habilitações, o que, segundo os promotores, comprova que uma enorme quantidade de CNHs era expedida pelo órgão sem que os candidatos a motoristas passassem pelos exames práticos.
Também nessa sexta-feira, a Justiça prorrogou a prisão temporária de outros 17 envolvidos no esquema, todos presos durante a operação. O MP somente não pediu a prorrogação da prisão de Cátia Campos Iglesias e Alessandra de Souza Santos Barbosa, recepcionistas de uma auto-escola envolvida no esquema.
Redação Terra