O procurador-geral Luciano Queiroz é transportado em viatura |
Cyneida Correia
Direto de Boa Vista
Brasil
» Suspeita de aliciamento é filmada
» Pedofilia: afastado procurador acusado
» Preso procurador acusado de pedofilia
» vc repórter: mande fotos e notícias
"Sobre o fato do procurador ter dito que foi preso por ser contrário a Upatakon, a operação Arcanjo não tem nada a ver com a Upatakon, com problema indígena no Estado. Estamos aqui protegendo as crianças da nossa cidade, que estão sendo violentadas, e essas pessoas estão acabando com a vida dessas crianças, dando droga, iniciando sexualmente com 6, 7 anos de idade", disse.
Conforme os promotores de Justiça do Ministério Público Estadual José Rocha Neto e Luiz Antônio Araújo de Souza, pelo tamanho da quadrilha é impossível mensurar neste momento o número de crianças vitimadas. Ainda segundo os promotores, a maioria das vítimas são crianças de família pobre e os indiciados usavam do poder econômico para cometer os crimes.
"As pessoas ligavam para (a suspeita) Lidiane e ela agenciava, próximo a escola ou dentro da casa. Os indiciados usavam de poder econômico para cometer esse tipo de atrocidade", afirma José Rocha Neto.
Os oito acusados irão responder pelos crimes prostituição infantil, previsto no Art. 244-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); estupro com violência presumida, atendado violento ao pudor e corrupção de menores, previstos, respectivamente, nos Artigos 213, 214 e 218, do Código Penal Brasileiro (CPB).
CPI da Pedofilia visitará Estado
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia no Brasil, senador Magno Malta (PR-ES), afirmou que a comissão virá a Roraima ainda este mês. O objetivo da visita, que deve acontecer entre os dias 25 e 28 de junho, é discutir com o governador Anchieta Junior e autoridades locais a atuação das redes de pedofilia no Estado.
A CPI tem atuado em todo o Brasil com ações que ajudaram a combater a pedofilia, como a quebra do sigilo do site de relacionamentos Orkut.
Segundo Magno, há muitas denúncias de abusos de crianças em curso nos Ministérios Públicos Estaduais de todo o Brasil. "Nós já sabíamos da existência de casos de pedofilia em Roraima, mas infelizmente não temos números precisos para divulgar", disse.
Em conversa com o governador José de Anchieta nesta manhã, horas depois da deflagração da operação Arcanjo, o senador agendou visita para discutir a gravidade do crime no Estado.
Em relação às penas aplicadas para o pedófilo (a condenação é de até dez anos), a CPI discute uma proposta de tipificar para 30 anos de cadeia e o rastreamento eletrônico com bracelete e tornozeleira até a morte do indivíduo. Além da pena carcerária, o condenado vai perder os direitos reservados de ser réu primário e os privilégios de ter curso superior.
Redação Terra