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Sem Bahamas e hotel, Maroni se diz um "rico-pobre"

08 de junho de 2008 21h54 atualizado em 09 de junho de 2008 às 10h04

O empresário Oscar Maroni, proprietário da boate Bahamas e do Oscar's Hotel, ambos interditados pela Prefeitura de São Paulo, se considera hoje um "rico-pobre". Ele busca na Justiça uma saída para reabrir os seus negócios.

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O Oscar's hotel estava em fase final de acabamento quando foi interditado no segundo semestre do ano passado. A construção, que começou em 1999, custou, segundo cálculos do empresários, algo em torno de US$ 29 milhões (cerca de R$ 47 milhões).

"Tenho ali uma fortuna investida, sem poder atuar. Imagina um hotel cinco estrelas, com mais de 200 apartamentos, fechado. Hoje, a taxa de ocupação média dos hotéis em São Paulo está em cerca de 70%. Daí você pode calcular o quanto estou perdendo", disse.

A decisão de interditar o o Oscar's aconteceu no auge da crise da aviação, após o acidente com o Airbus A-320 da TAM, em São Paulo, quando morreram 199 pessoas. Pilotos afirmaram à época que o prédio reduziu o espaço útil para o pouso das aeronaves. O edifício está localizado junto à avenida dos Bandeirantes, na cabeceira da pista de Congonhas.

A prefeitura argumenta que o projeto foi modificado depois de entregue à municipalidade e por isso estuda até demolir o prédio. Segundo o secretário municipal de Habitação, Orlando Almeida, o caso está sendo analisado no âmbito da Justiça.

Maroni justifica que nem pensa na possibilidade de ver o prédio implodido. "O que está se discutindo na justiça é uma área construída além do projeto de 240m². Se eu perder, é essa área que terá de ser retirada do projeto. E ela fica no térre.

Em relação à reabertura do Bahamas, a subprefeitura diz que o prédio poderá reabrir quando for apresentada a sua nova funcionalidade.

"O que funcionava ali era uma boate, um restaurante, um bar. E o local foi fechado porque me acusaram de promover ali a prostituição, o que não é verdade. Eu não posso proibir a entrada de pessoas no local, ou saber o que elas vão fazer ali. Cada um paga por si", diz.

Redação Terra