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Desafeto de Kassab, Maroni pode integrar coligação

08 de junho de 2008 21h54 atualizado em 09 de junho de 2008 às 08h26

Oscar Maroni posa ao lado de sua cadela Docinho, que ficou famosa durante protesto contra Kassab. Foto: Marcelo Pereira/Terra

Oscar Maroni posa ao lado de sua cadela Docinho, que ficou famosa durante protesto contra Kassab
Foto: Marcelo Pereira/Terra

O empresário Oscar Maroni, filiado ao PTdoB desde o ano passado, poderá estar ao lado do atual prefeito Gilberto Kassab (DEM) na disputa das eleições de outubro, em São Paulo. Desafeto de Kassab desde que a atual administração lacrou a boate Bahamas e o Oscar's Hotel, de propriedade de Maroni, o empresário planejava entrar na disputa justamente para ser uma pedra no sapato do prefeito. Porém, pode acabar na coligação que pretende reelegê-lo.

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Uma das opções que seu partido estuda é uma coligação com o Partido da República (PR), antigo Partido Liberal (PL). Em São Paulo, o PR já anunciou o seu apoio a Gilberto Kassab, do Democratas.

"Somos um partido pequeno, temos poucos recursos e estamos estudando algumas possibilidades de coligação. Há uma boa chance de nos juntarmos ao PR, abrindo mão da candidatura própria", afirma Antônio Rodriguez Fernandez, presidente estadual do PTdoB.

Com poucas chances de disputar a prefeitura, Maroni se mostra um pouco apreensivo com a situação de ficar ao lado de Kassab, que ele classifica de "delicada e indigesta".

O mais provável é que Maroni dispute uma vaga de vereador na Câmara paulista. "O certo é que eu estou decidido a entrar na política. Essa decisão eu tomei quando estava preso no ano passado", disse.

Maroni ficou 49 dias preso após dar uma entrevista onde teria admitido que o Bahamas seria uma casa de prostituição. Ele nega e questiona o entrevistador na Justiça. Essa entevista motivou a prefeitura a fechar o local.

Já a decisão de interditar o o Oscar's aconteceu no auge da crise da aviação, após o acidente com o Airbus A-320 da TAM, em São Paulo, quando morreram 199 pessoas. Pilotos afirmaram à época que o prédio reduziu o espaço útil para o pouso das aeronaves. O edifício está localizado junto à avenida dos Bandeirantes, na cabeceira da pista de Congonhas.

No dia que o prédio foi interditado, Maroni bateu boca com Kassab pela imprensa em frente ao prédio, utilizando-se de um megafone, que retirou de sua Mercedes Benz. No teto do carro, ele apresentou Docinho, sua cadela de estimação.

"Estou servindo de bode expiatório, de trampolim político", disse na ocasião. Agora, Maroni tenta ser mais diplomático.

"Quero trazer para a política a minha visão de um empresário bem-sucedido. Tenho cinco empresas - duas delas fechadas - e posso colaborar com a administração pública. Estar no mesmo palanque de Kassab pode parecer algo indigesto, mas precisa ser estudado. Quero fazer uma campanha pela cidade", diz.

Caso vingue a sua candidatura a vereador, Maroni terá como companheiros de partido o ex-vereador Vicente Viscome, que cumpriu por envolvimento na Máfia dos Fiscais, e Osmar Lins, conhecido pelo slogan "Peroba neles", utilizado em campanhas anteriores.

Redação Terra