Fabiana Leal
Brasil
» Celulares chegam a custar R$ 5 mil
» Presídio evita rebelião com regalias
» CPI propõe municipalizar crimes menores
» vc repórter: mande fotos e notícias
De acordo com Fraga, no Presídio Central, em Porto Alegre (RS), há uma mercearia que vende mais de R$ 30 mil por mês. O valor foi passado à comissão pelo gerente da mercearia. "Eu acho que é muito mais", disse o parlamentar. "O gerente é um funcionário de uma mulher que tem uma franquia dentro dos presídios. Acho que é ligada a agente ou a delegado."
Segundo o parlamentar, cada pavilhão tem um minimercado. "Os presos têm de comprar na mercearia, que fica na entrada (do presídio), perto da administração. Cada pavilhão tem um preso escolhido para fazer as compras. Isso gera um controle dentro da cadeia."
De acordo com Fraga, o Presídio Lemos de Brito, em Salvador (BA), e o Presídio Aníbal Bruno, no Recife (PE), também têm um esquema de compra e venda de mercadorias. "No Rio de Janeiro, também tem mercearia dos presos." Segundo a comissão, em Pernambuco, a moeda de troca é dinheiro.
No Recife, os presos compram diretamente na rua. "Eles dão um jeito para sair. O pessoal autoriza eles saírem para comprar."
Redação Terra