A mobilização das equipes da Infraero evitou, até hoje, acidentes entre balões e aviões. "A turbina pode sugar o artefato. Dependendo do material da bucha, pode causar um pane e fazer com que ela pare de funcionar, derrubando o avião na hora", explica Paulo César Costa, coordenador de Prevenção de Acidentes, Emergência e Combate a Incêndios do Aeroporto Tom Jobim, na Ilha do Governador.
"Nós treinamos nossos funcionários para abater o balão no ar com jatos d¿água", frisa Paulo. Em 2007, quatro artefatos caíram na área do Santos Dumont. Este ano houve só um caso, no mês passado.
Quinta-feira à tarde, policiais da Divisão de Fiscalização de Armas e Explosivos apreenderam dois balões medindo entre 12 e 15 metros - o equivalente a um prédio de quatro andares -, dois sacos repletos de pólvora e estopim, na Rua Caxambu 73, em Irajá. Quarta-feira, a delegacia achara balões e material em loja na rua Leão Gambeta 553, em São Gonçalo. Dono do estabelecimento, Carlos José da Silva foi preso. As duas ações partiram de denúncias anônimas.
A massoterapeuta Flavia Regina Nunes Pedro Brandão, vítima de queimaduras nas mãos depois que um balão invadiu seu apartamento, em Copacabana, na madrugada de terça-feira, foi submetida ontem a procedimento de raspagem e, amanhã, receberá enxerto de tecido retirado das coxas. A família quer sair do apartamento onde tudo aconteceu.
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