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Parceiro de sargento gay quer falar com Lula

05 de junho de 2008 21h16 atualizado às 22h59

O segundo-sargento Fernando Alcântara de Figueiredo, que assumiu publicamente uma relação homossexual com o também sargento Laci Marinho de Araújo, afirmou que pretende tentar falar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT). O militar disse ter sido convidado a participar do evento pela Frente Parlamentar pela Cidadania dos Gays, Lésbicas, Travestis e Transexuais da Câmara dos Deputados. Enquanto ministros discursavam sobre a importância ao combate à homofobia, o sargento posava para fotos com drag queens e voltava a denunciar os maus tratos contra seu companheiro.

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"Fui convidado porque acredito que as pessoas precisam saber da minha situação. No Exército, existe homossexuais como em qualquer outro lugar. Gostaria de falar com o presidente Lula, mas não tenho idéia de como conseguirei isso", afirmou. Mais cedo, o sargento já havia denunciado a postura do Exército durante a transferência de Araújo para Brasília.

Ele afirmou que seu companheiro foi "jogado no chão" da Base Aérea de Brasília por um major. "Temo maus tratos, tortura. Houve um transporte (de Araújo) extremamente arbitrário. Ele não é um criminoso. Ele foi algemado. Havia mais de dez militares armados com metralhadoras e fuzis. Não precisava disso", disse.

De acordo com o militar, Araújo tem sido tratado "com sarcasmo". "Existe sarcasmo na porta de entrada. Dizem que ele vai ficar preso indefinidamente. Fazem tortura psicológica", relatou.

Durante a conferência GLBT, Figueiredo fez um apelo pelo fim do preconceito contra homossexuais no Brasil. "No País, não cabe mais preconceito", disse.

Redação Terra