Um ano e cinco meses após o desabamento que matou sete pessoas na futura estação Pinheiros do Metrô de São Paulo, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) entrega amanhã ao Ministério Público Estadual de São Paulo (MPE-SP) e à Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) o laudo sobre as causas do acidente. De acordo com o MPE-SP, o documento apontará falhas no projeto e na execução da obra, que está a cargo do Consórcio Via Amarela. Porém, os responsáveis só devem ser denunciados à Justiça em agosto.
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De acordo com o promotor criminal Arnaldo Hossepian, responsável pelas investigações, a denúncia só deve acontecer quando forem concluídos os trabalhos do Instituto de Criminalística, responsável pelo laudo oficial que apura as causas do acidente.
"É prudente que eu aguarde esse novo laudo, ainda que não espere novidades. Ele só deve ratificar o que vamos receber amanhã. Mas posso afirmar que já há dados suficientes para que a denúncia possa ser oferecida", diz.
O promotor confirma que o túnel que desabou teve o sentido da sua escavação invertido, em relação ao projeto original, e houve aceleração no ritmo da obra, inclusive com uma explosão que não aparece nos diários da obra apresentados pelo consórcio, cerca de três horas antes da tragédia.
"Ainda nesta sexta-feira pretendo ouvir duas novas testemunhas que nos procuraram para falar dessas explosões. A presença de uma delas já está confirmada", diz.
De acordo com Hossepian, até o oferecimento da denúncia ele irá estudar o laudo, que segundo ele forma um calhamaço de meio metro de altura.
"O importante, a esta altura, não é fazer as coisas com pressa, já que o tempo não corre contra nós. É um laudo muito complexo e a denúncia terá de ser muito bem elaborada", diz.
Procurados pela reportangem, tanto o Metrô, como o Consórcio Via Amarela só irão se pronunciar sobre os laudos após a entrega dos mesmos.
- Redação Terra

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