Secretário diz que sabia de casas em presídio da PB

05 de junho de 2008 • 19h33 • atualizado às 23h46
Presos ficam em pátio durante operação no presídio Serrotão Foto: PF/Divulgação
Presos ficam em pátio durante operação no presídio Serrotão
05 de junho de 2008
Foto: PF/Divulgação

Michelle Sousa
Direto de João Pessoa

Brasil


O secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Pedro Adelson, afirmou que sabia da existência de 22 casas construídas por apenados no pátio do presídio Serrotão, em Campina Grande. Durante a entrevista coletiva das autoridades para prestar contas da Operação Albergue, ele explicou que a superlotação fez com que o Estado tolerasse a permanência das construções na unidade carcerária.

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"Nós sabíamos da existência das casas, não resta dúvida", disse. Segundo Adelson, os presídios da Paraíba são fiscalizados pela Justiça e por promotores. "Não estamos correndo da nossa responsabilidade, em absoluto, mas o que tem sido feito, tem sido feito com a tolerância de muita gente em função da necessidade que nós estamos tendo", afirmou.

As 22 casas foram demolidas nesta tarde. Os presos que ficavam abrigados nelas serão acomodados em uma pequena igreja dentro da penitenciária.

O comandante da Polícia Militar da Paraíba, coronel Kelson Chaves, disse que vai manter policiamento no Serrotão enquanto for necessário e diz que não teme uma rebelião. "O Estado está a postos e não temos porque temer represália do crime organizado", afirmou Chaves.

O delegado da Polícia Federal Gustavo Barros, que comanda as investigações, detalhou durante a entrevista como funcionava o esquema de tráfico de drogas e armas, além de corrupção de agentes públicos no presídio de Campina Grande.

Segundo Barros, as buscas realizadas sob o comando da Polícia Civil detectou centenas de papelotes de cocaína, maconha, além de facas e celulares dentro do cofre do almoxarifado do presídio. "A primeira informação que temos é que estava guardado lá por determinação da direção do presídio e as providências que deveriam ter sido tomadas junto à Polícia Civil não foram feitas, de maneira que, esse material já estaria lá há bastante tempo", disse.

Redação Terra
 
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