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Parceiro diz que sargento gay sofreu maus tratos

05 de junho de 2008 18h16 atualizado às 19h22

O sargento do Exército Fernando Alcântara disse que seu companheiro, o sargento Laci Araújo, sofreu maus-tratos de membros do Exército ao ser levado para Brasília. Em visita ao Senado, acompanhado do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), o sargento se mostrou abalado com a situação. "Ele (Araújo) foi jogado no chão e algemado", disse.

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Alcântara e o sargento Laci Marinho assumiram ter uma relação homossexual e, desde então, afirmam estar sofrendo pressão psicológica dentro do Exército. Nesta semana, os dois foram a um programa de TV, assumiram a relação e logo depois Laci foi preso pelo Exército como desertor.

Segundo o senador Suplicy, que presta apoio aos sargentos, Laci chegou "algemado e muito tenso, falando alto". O senador conta que sugeriu a Laci que ele escrevesse uma carta falando dos maus tratos para ser levada ao ministro da defesa, Nelson Jobim.

Como o sargento disse que não tinha condições psicológicas de escrever, Suplicy pediu autorização para que o companheiro dele, Alcântara, pudesse ajudá-lo. Ao ser questionado se os dois se arrependiam por ter assumido a relação, Fernando foi taxativo: "não me arrependo em nenhum minuto", disse.

O Ministério da Defesa disse que não vai comentar as acusações de maus tratos. Um assessor do Exército informou em Brasília que os dois sargentos vão ter de responder administrativamente por andarem mal fardados e por concederem entrevista sem autorização da corporação.

Redação Terra