Marta: Lula irá a SP para campanha sempre que preciso

05 de junho de 2008 • 16h21 • atualizado às 20h43
A pré-candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT-SP) recebe homenagem Foto: Reinaldo Marques/Terra
A pré-candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT-SP) recebe homenagem
05 de junho de 2008
Foto: Reinaldo Marques/Terra

Vagner Magalhães
Direto de São Paulo

São Paulo


A pré-candidata a prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT-SP) afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva irá quantas vezes for preciso a São Paulo para apoiar a sua candidatura. Segundo ela, o presidente foi "muito gentil" na sua despedida do Ministério do Turismo.

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"Ele virá a São Paulo quantas vezes forem necessárias porque ele sabe da importância da cidade para o Partido dos Trabalhadores. (Ele sabe) que nós temos aqui uma chance real porque representamos o ideário do PT em termos de trabalho de inclusão social", afirmou.

"Nós deixamos uma marca bastante forte em todas as áreas e isso vai muito próximo ao coração do presidente. Se formos lembrar, o Bolsa Família nasceu aqui, com o nome de Renda Mínima", disse.

Ela afirmou ainda que pretende formar uma aliança com os partidos do "bloquinho" - PDT, PSB e PCdoB -, mas não descarta uma chapa pura, com um vice do próprio partido. "As negociações ainda estão abertas e só vamos resolver isso na convenção do partido. Temos interesse em nos coligar com todos eles, mas se precisarmos sair com um chapa pura, como em 2000, não haverá qualquer problema", afirmou.

Em 2000, o vice da chapa eleita, encabeçada por Marta Suplicy, foi o ex-deputado federal Hélio Bicudo.

Adversários
Marta afirmou que neste momento não cabe avaliar os seus adversários, mas sim a proposta que eles trarão para a disputa. "O Geraldo Alckmin ainda está brigando no seu partido pela candidatura. No caso do Kassab, ele também ainda não apresentou nenhuma proposta concreta para a cidade. São Paulo é uma capital 'nervosa', que precisa de gente que tenha propostas e ousadia", disse.

Ela afirmou que, durante a campanha, pretende atrair a parte da classe média que teria ficado decepcionada com ela durante a sua gestão à frente da prefeitura de São Paulo. "Até parece que eu seria mal amada pela classe média. Dizem que parte dela ficou desgostosa comigo, mas tenho tenho certeza que outra parcela ficou satisfeita. Mesmo na eleição que perdi, tive muitos votos vindos dessa parcela da população", disse.

Para atrair a classe média, ela acenou com a intenção de diminuir a carga tributária na cidade. "Desde que eu saí do governo, a arrecadação da prefeitura dobrou, muito pelo esforço do presidente Lula em acelerar o acrecimento ecônomico do País. Já propus um estudo para saber como isso poderia ser viabilizado e apresentaremos isso à população durante a campanha", afirmou.

Redação Terra
 
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