CPI: governistas aprovam relatório que ignora dossiê

05 de junho de 2008 • 12h36 • atualizado às 13h28
O relator da CPI dos Cartões Corporativos, deputado Luiz Sergio (PT-RJ), exibe o relatório final durante reunião da comissão
O relator da CPI dos Cartões Corporativos, deputado Luiz Sergio (PT-RJ), exibe o relatório final durante reunião da comissão
05 de junho de 2008
Antonio Cruz/Agência Brasil

Marina Mello
Direto de Brasília

Brasília


No último dia de trabalhos na CPI mista dos Cartões, a base aliada mais uma vez conseguiu maioria e aprovou o relatório final feito pelo relator que não menciona o episódio do dossiê supostamente confeccionado na Casa Civil para reunir dados sobre gastos do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardosoe não apresenta pedidos de indiciamento.

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A CPI aprovou o relatório do deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), relator da comissão, com 14 votos a favor e sete contra. O documento sugere uma série de medidas que visam dar mais transparência ao uso do cartão corporativo do governo federal.

A oposição já previa a derrota tendo em vista que nos últimos dias a base conseguiu derrubar todos os requerimentos de convocação que se referiam ao suposto dossiê.

Por esta razão, os oposicionistas se preparam para encaminhar o voto feito em separado para o Ministério Público e para a Polícia Federal. Mesmo assim, a oposição se disse decepcionada com a CPI.

"A nossa decepção é muito grande porque chegamos na votação do relatório final e percebemos que o relatório é tendencioso, porque incrimina os ministros do governo passado isentando os ministros do governo atual", criticou o senador Marconi Perillo (PSDB-GO), para depois acrescentar que "o mais grave é que tentamos de todas as maneiras convocar autoridades que, se pudessem vir aqui, teriam feito esclarecimentos relevantes para o desfecho da CPI. Das convocações pedidas, apenas 16% foram aprovadas".

O relator da CPI voltou a dizer que não protegeu o governo ao deixar o dossiê de fora do relatório final. "Não cabe ao relator emitir juízo de valor", defendeu-se.

Redação Terra
 
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