A PF fez operação no Presídio do Serrotão, em Campina Grande |
Michelle Sousa
Direto de João Pessoa
São Paulo
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De acordo com o MP, nas casas, os presos mantinham um padrão de vida de luxo, com academia de ginástica, TV de plasma e frigobar abastecido até mesmo de iogurtes. Nas casas, eles também armazenavam drogas e armas que seriam comercializadas.
Segundo informações da Polícia Federal, o material foi apreendido durante a operação. Dezessete pessoas já foram presas, entre elas, dois agentes penitenciários e dois policiais militares.
Conforme o MP, dois dos presos são o ex-diretor e o ex-vice diretor do presídio que no último dia 26 de abril registrou uma fuga em massa de 36 presos. A PF confirmou que os presos pagaram para participar da fuga. As propinas pagas aos agentes públicos variavam de R$ 100 a mais de R$ 1 mil.
Informações oficiais divulgadas pela assessoria do Ministério Público informam que o líder da organização é o preso José Maurício Filho, conhecido por Barrinha. Condenado por tráfico de drogas, ele cumpre pena em regime semi-aberto no presídio Serrotão, que tem capacidade para 360 apenados, mas abriga cerca de 1,2 mil, a maioria no regime fechado.
Barrinha é apontado nas investigações como um dos que pagariam propina a agentes carcerários para permanecer fora do presídio.
Também teriam participado das atividades criminosas do grupo os presos Marcone Edson Barbosa, Marcelo Belo de Sousa e Ernande José da Silva, o Muleta. Eles são acusados de transformar o presídio do Serrotão em "escritório do crime" para negociar a compra e a venda de drogas na região de Campina Grande, além do aluguel de armas para a prática de assaltos.
Grande parte da droga seria fornecida por Márcio Renan da Silva, conhecido por Baixinho, residente em Praia Grande (SP), contra quem foi expedido mandado de prisão preventiva.
As investigações da Operação Albergue iniciaram em outubro em conjunto pela Polícia Federal e Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público Estadual.
Redação Terra