Policial apresenta dedo de silicone apreendido |
Hermano Freitas
Direto de São Paulo
São Paulo
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Segundo o Ministério Público de São Paulo, 1.231 carteiras foram emitidas com falsidade ideológica nos últimos dois anos. De acordo com informações da PRF, a quadrilha obtia os documentos de forma fraudulenta, que seriam emitidos sem a realização dos procedimentos regulares. As carteiras de habilitação eram vendidas para outros Estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste. O preço, segundo a PRF, variava entre R$ 1,5 mil e R$ 2,2 mil.
De acordo com Oliveira, alguns dos compradores das carteiras eram "claramente analfabetos". "Havia um senhor que se chamava Joal da Silva e ele tinha uma carteira em que constava (a assinatura) João da Silva em letra feminina", disse.
Um outro comprador da habilitação falsa tinha uma deficiência física que o impedia de dirigir, mas mesmo assim comprou o documento. "Este condutor, que tinha um pé torto, se envolveu em uma colisão com um motoqueiro", afirmou Oliveira. Nestes casos, a quadrilha ia ao local com propina para evitar que fosse registrado um boletim de ocorrência.
Entre os 21 presos na operação, havia dois policiais civis (um delegado e um investigador). Foi instaurado inquérito na corregedoria da Polícia Civil para apurar os crimes de falsidade ideológica e formação de quadrilha. Todos os envolvidos responderão pelos crimes de formação de quadrilha, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.
A operação Carta Branca é uma ação conjunta do MP com a Corregedoria da Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Secretaria Estadual da Fazenda e Agência Nacional do Petróleo.
Redação Terra