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"Temos excelentes colegas e temos os colegas que aceitaram participar dessa organização montada por Álvaro Lins, com o total apoio do então governador Anthony Garotinho. Ele é que era o principal responsável, até porque foi secretário de Segurança. Assim, tem que ser responsabilizado por tudo aquilo que aconteceu", disse Neto, que já foi vítima de um atentado a bala.
O delegado afirmou também que todos os policiais civis e federais envolvidos na investigação correm risco. "Chegou-se a uma quadrilha de nível governamental", disse.
Sobre um possível novo atentado, ele afirmou que responsabilizaria as pessoas atingidas por suas denúncias. "Não tenho que raciocinar muito para chegar à conclusão de que os maiores interessados são os meus algozes, aqueles que sofreram e estão sofrendo prejuízo moral, ético e até disciplinar e criminal pelas denúncias que foram feitas. Citar nomes seria uma coisa repetitiva e desnecessária."
O Ministério Público Federal (MPF) considera que o ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB) era o "líder político" do grupo que cobrava propina de delegados e de empresários envolvidos em ilegalidades. O MPF denunciou 16 pessoas, entre elas o ex-governador, acusado de formação de quadrilha armada, e o ex-chefes da Polícia Civil Álvaro Lins e Ricardo Hallack.
De acordo com os procuradores, o ex-governador sabia do esquema que funcionou de 2000 a 2006 e permitiu que ele fosse adiante, nomeando os envolvidos para funções estratégicas na sua administração. Os procuradores não conseguiram comprovar que Garotinho tenha se beneficiado financeiramente das propinas e, por esta razão, não pediram a prisão do peemedebista.
De acordo com o superintendente da PF no Rio, Valdinho Jacinto Caetano, todos fariam parte de uma suposta organização criminosa que cobrava propina para dar cobertura a empresários em atividades ilegais, como máquinas caça-níqueis. O dinheiro arrecadado seria utilizado no financiamento de campanhas políticas.
Procurado pela equeipe do Fantástico, Anthony Garotinho se recusou a comentar as declarações. Já o advogado de Álvaro Lins, Ubiratan Guedes, afirmou que o deputado está sob cuidados médicos, sem condições de dar nenhuma declaração.
Redação Terra