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Tosto teria ligado para Paulinho após sair da prisão

30 de maio de 2008 21h10 atualizado às 21h37

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal (PF) mostram que o advogado e conselheiro afastado do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) Ricardo Tosto teria ligado para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), o Paulinho da Força, após sair da prisão. As informações são do Jornal Nacional.

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No diálogo, Paulinho afimaria "estão pisando na bola com nós (sic)". Tosto responderia: "quem é que tá atrás disso, Paulinho?". O deputado teria dito: "sei lá, rapaz, nós temos que descobrir, né?". Tosto falaria: "coisa de doido, viu". Na seqüência, Paulinho teria dito que falaria com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia, para pedir a convocação do Superintendente da Polícia Federal e do ministro da Justiça, Tarso Genro, para explicar a Operação Santa Tereza da PF aos parlamentares na Casa.

Tosto ficou preso por três dias em abril por suposto envolvimento no desvio de recursos do BNDES. Ele foi solto no dia 26 de abril. O advogado é conhecido por trabalhar para o deputado Paulo Maluf e para o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu.

Nesta tarde, o advogado foi interrogado na Justiça Federal, em São Paulo. Após sair do local, ele disse que é inocente da acusação de ter usado de sua influência política para conseguir liberar empréstimos no banco.

Depoimentos
A Justiça Federal suspendeu nesta noite os depoimentos de dois acusados de participação no esquema de fraudes em empréstimos no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A assessoria de imprensa da Justiça Federal informou que as oitivas foram transferidas para o dia 9 de junho, às 14h30.

O coronel reformado Wilson de Barros Consani Júnior e o empresário Boris Bitelman não foram ouvidos. Também foram ouvidos Celso de Jesus Murad, único réu preso, e os irmãos Washington Domingos Napolitano e Edson Luiz Napolitano, acusados de gerenciar a casa de prostituição W.E., onde o dinheiro obtido nos empréstimos do banco seria lavado, segundo informações da Polícia Federal.

Os acusados foram descobertos na Operação Santa Tereza, em que a Polícia Federal e o Ministério Público Federal investigam uma organização criminosa que fraudaria empréstimos no BNDES, além de praticar os crimes de prostituição, tráfico internacional de pessoas e lavagem de dinheiro.

Redação Terra